Arquivo | julho, 2012

Uma pergunta frequente sobre intercâmbio

20 jul

Você tá indo pra estudar ou pra passear?

O que eu respondo:

Pra estudar.

Como eu realmente me sinto:

 

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Risqué: o caso do inseto mutante

17 jul

Se ele chegará mesmo a sofrer mutação, jamais saberei. Mas acredito que sim.

Durante a Páscoa desse ano, uma informação bombou no facebook, deixando todo mundo com nojinho. O nosso querido e  amado chocolate pode conter até 8 pedaços de barata! É, barata! Éca! Se você passou a Páscoa isolado do mundo, se dedicando exclusivamente à comilança de chocolate e não parou nem pra acessar as redes sociais, clique aqui.

Detentora dessa informação e tentando não ser muito reclamona, a única coisa que pensei  quando fui usar a base da Risqué que tinha acabado de comprar foi:   “Antes no esmalte que no chocolate!”.

Pois é, tinha um corpo estranho ali. Não sei se dá pra confirmar pelas fotos de excelente qualidade, mas sem dúvidas era um inseto. Eu conseguia ver suas patinhas e tudo mais.

Ainda na onda “veja o lado bom da coisa”, eu pensei cá comigo: Sorte que é uma base, já pensou se fosse num esmalte preto? Só iria ver o bichinho quando ele grudasse na minha unha! UUUUUUUI.

De qualquer forma, sabemos que todos os produtos correm o risco de vir com uma surpresinha. Teve até a história do Mickey Mouse no salgadinho, não teve?

… um minuto de reflexão…

Ok, vamos falar de coisa boa?

Entrei com contato com o SAC da Risqué por emai, e fui bem atendida. Me pediram uma série de informações, tive que enviar as fotos e recebi também uma ligação em que me perguntaram como verifiquei que aquilo era um inseto. Olhando, oras! Confesso que fui meio sacana e também postei uma dessas fotos no facebook da marca, pq demoraram um pouco pra me responder. Depois de trocar uns 4 emails com o SAC, me responderam dizendo que “a riqué agradece o contato”. Achei um pouco estranho, pois acreditei que iriam vir recolher o produto, já que por telefone me disseram que aquilo era “de extrema gravidade“.

No fim da outra semana, recebi mais uma ligação do SAC para marcar a data de troca do produto. Confirmei o dia, porém eles não marcam hora certa: tem que esperar das 8h00 às 18h00. Por sorte, vieram num horário decente (uma da tarde) e me entregaram um novo exemplar do mesmo produto: Base niveladora Risqué Technology. Pra falar a verdade, achei super esquisito entregarem numa sacola plástica, sem nem aquela embalagem própria do produto, como se fosse uma coisa sem valor, mas pelo menos a empresa fez a parte dela. Estou muito satisfeita com a marca, que é uma das minhas favoritas.

Palmas pra Risqué!

Obs:  Para ficar claro: como acabei de entregar o produto para a marca, não tenho nenhum laudo ou coisa parecida, que comprove que aquilo é um inseto. A responsabilidade por essa afirmação é apenas minha. 

Deutsch: Wenn es passiert

15 jul

Gosto por demais dessa música, sô.

Esta não foi tão sofrida. Continuo não conseguindo fazer soar decente em português, mas não quero ser tradutora mesmo! 😀

conseguiram congelar o moço justo com essa cara? coitado.

Ein Herzschlag nur für mich und die, die bei mir sind
Augen auf, schaut euch das an
Wer dafür keine Tränen hat wird morgen blind
Wenn ihr das nicht liebt, was dann
Jeder liebe das so viel er kann

Ein Blitzschlag nur für mich
und die, die bei mir sind
Wer jetzt zweifelt sieht nicht klar
Ganz egal wie viel davon die Zeit sich nimmt
Wer jetzt blinzelt war nicht da

Vielleicht ist es wirklich nur ein Jahr
Aber ich will niemals fragen wo ich war
Wo war ich als das wahr war

Ich will da sein, wenn die Zeit einfriert
Ich will da sein, wenn sie explodiert
Und wenn sich dabei, mein Verstand verliert
Ich will da sein, wenn es passiert

Ein Herz, ein Schlag, ein Blitz
für die, die einsam sind
Augen auf schaut euch das an
Wollt ihr wirklich zählen wie die Zeit verrinnt
Wenn die Welt auch so etwas kann

Vielleicht ist es wirklich nur ein Jahr
Aber ich will niemals fragen wo ich war
Wo war ich als das wahr war

Ich will da sein, wenn die Zeit einfriert
Ich will da sein, wenn sie explodiert
Und wenn sich dabei, mein Verstand verliert
Ich will da sein, wenn es passiert

Intercâmbio: onde morar e em quem confiar

12 jul

Uma das coisas estranhas que aprendi com esse intercâmbio é o valor de se ter uma casa. Um lugar pra ficar pra se proteger e ficar confortável. Parece estúpido, mas  não é!  É claro que quando vemos moradores de rua ou pessoas que tiveram que sair de casa por causa de uma enchente ficamos tristes, e tal. Mas nunca tinha passado pela minha cabeça a possibilidade de não ter onde morar. Simplesmente não ter pra onde ir.

Tudo bem, é um exagero achar que não vou ter um teto quando chegar em Lyon. Nunca ouvi relato parecido. “Mas vai que neh?” Sei que soa bobo, mas tenho medo disso sim.

O meu intercâmbio, da forma como foi estruturado, não permite que eu faça um pedido de quarto em residência estudantil através da minha “nova” universidade. Eu até consegui fazer um pedido por contra própria, graças às instruções de pessoas que já passaram por isso, mas acabou dando tudo errado. Recebi meu dossier pelo correio um dia DEPOIS do último dia do prazo de reenvio. Ou seja, os documentos só chegaram em minhas mãos um dia depois de quando eles já deviam estar lá na França, preenchidos. Complicado. Devido a isso, até agora não sei onde vou morar (o que não significa que eu já não esteja providenciando soluções).

Chegando lá, irei fazer pessoalmente esse pedido. A cidade de Lyon, e todas as outras da região (ou Estado) Rhônes-Alpes conta com um escritório responsável por isso, a CROUS. O que os ex-lyonnais da UFPR me disseram é  que eu vou conseguir, mas só depois de um mês, pelo menos. Por tanto, até lá não tenho onde ficar.

Nos primeiros dias, espero poder contar com a ajuda de um francês que sempre ajuda os brasileiros que vão pra lá, por algum motivo desconhecido, e que já se ofereceu para me hospedar por uns 3 dias. Na verdade, me parece que ele é antropólogo e ama a nossa cultura. Minha mãe me criou para ser desconfiada, então eu desconfio. Eu jamais iria dormir na casa de um desconhecido só pq temos amigos em comum, assim como não adiciono no facebook pesssoas que não sei quem são só pq temos amigos em comum! rs Então, como lidar?

O jeito é o seguinte: se 5 pessoas que eu conheço confiam nele… sou obrigada a confiar.

Aí está outra coisa que aprendi: vou ter que confiar e pronto. Não vou poder me dar o luxo de ir para um hotel só pq não quero dormir no quarto de um desconhecido. Tá, sejamos realistas, não poderei se quer trocar uma hospedagem gratuita por um albergue! Uma dose de realidade se faz necessária

Seria isso uma coisa ruim? Acho que não. Faz parte da coisa ser mais humilde, em todos os sentidos. Só que não é fácil, pra ser sincera. Não me considero orgulhosa, mas tem horas que enche o saco essa coisa de se sentir dependente dos outros: depender de informação, de ajuda, de apoio, o tempo todo. Mas eu sei que eu não teria conseguido praticamente nada sozinha. Desde o primeiro momento contei com a ajuda dos outros, que me avisavam dos prazos de inscrições e tudo mais o que eu tinha que fazer. Sem contar as VÁRIAS cagadas que fiz e as inúmeras vezes que quis chutar o balde e abandonar essa ideia de intercâmbio. Não fosse pelos outros, eu certamente não estaria aqui. Não estaria, por que não teria todas as informações que tenho, os relatos, as dicas, os “hey, vc entregou aquele documento?”. Mas também, e principalmente, por que não teria coragem de fazer isso se não tivesse pessoas me dizendo que sou capaz, me ajudando e me apoiando. #emo

É meio irônico, não é? Você sai de casa pra se tornar “mais independente” e descobre que não é nada sem os outros. 😀

PS: Na pior das hipóteses, o que não falta em Lyon são pontes!

Ponte :D

haha

Esmaltes italianos – meus swatches só que não

11 jul

Dia desses fomos no Mustang Sally para dar boas vindas ao Renan em sua volta da Itália e ele, como todo viajante, trouxe lembrancinhas para distribuir. Eu, muito esperta, tinha pedido pra ele me trazer um esmalte de lá. E não é que ele trouxe dois?!

clique nas imagens para aumentá-las

 

 

Eu tinha pedido um “laranja tijolo”, que realmente não é uma cor muito fácil de entender. Estou procurando algo assim há mais de um mês e nada. Pelo visto, em terras europeias ele também não é um tom “achável”, já que recebi um esmalte verde e outro vermelho. 😀

Achei a embalagem muito legal! Os pincéis são gordinhos e chatos, o que facilita a aplicação. Só senti falta das famosas “bolinhas dos esmaltes importados”, que servem pra  fazer um barulinho divertido! misturar bem a tinta.

Como vermelho não é uma cor que eu use com muita frequência, escolhi começar pelo verde. Olhando pra embalagem ele é muito diferente! É um verde acinzentado, eu acho. Não sou muito boa em definir cores! Mas sim, ele é muito bonito!

Claro que eu estava super empolgada pra fazer uma foto minha, e não postar uma parecida, pq eu não tenho o que fazer da vida neh! PORÉM!…

Fiz as unhas ontem e fiquei impressionado com a beleza da cor, com a boa pigmentação (uma camada apenas) e com a rapidez na secagem. Tudo oq se pode esperar de um esmalte, certo?

Errado, tem mais uma coisa: durabilidade. Em mim os esmaltes costumam lascar logo no segundo dia, o que é pouco tempo, mas normalmente apenas uma ou duas unhas ficam estragadinhas. Eu costumo refazer essas unhas e então fico com a cor por mais dois dias, num total de 4. Como eu disse, passei ontem e hoje ele já estava FERRADO! Praticamente todas as unhas estavam com lascas enormes, sem que eu tivesse feito qualquer coisa que justificasse. #chateada

Como me indignei com aquilo, fui consertar as que estavam mais horríveis, refazendo tudo. Apenas uma delas não estava lascada e então eu resolvi passar mais uma camada, já que só tinha passado uma, para ver no que dava. Também fiquei bem decepcionada, pois ficou uma coisa meio grosseira. #indignada Devido a isso, não pude tirar fotos e fingir que sou blogueira de unhas! AHHHHHHHHHHHHHH. Eu tava tão empolgada! 😦

Eu, pessoa sábia que sou, sei que às vezes não damos sorte mesmo. São muitos os fatores que influenciam no resultado final dos esmaltes, e essa foi a primeira vez que usei essa marca (esqueci de olhar o nome certinho pra colocar aqui, falha minha), então é provável que eu tenha uma boa parcela de culpa nisso. Não vou desperdiçar uma cor tão linda só pq nosso primeiro encontro foi meio desastrado! Mas isso ficará para outra hora! Não foi dessa vez que fiz um swatch! #todaschora

Deutsch – sofrendo e aprendendo

9 jul

Uma das melhores coisas que se pode fazer quando se está aprendendo uma língua estrangeira é ouvir músicas. Traduzi-las também é excelente! Eu acabei aprendendo inglês assim. Claro que eu sempre tive aulas na escola, mas elas não eram boas (a velha história do verbo to be). Aí lá pelos 11 anos surgiu o Evanescence eu eu traduzi todas as músicas do Fallen sozinha com um dicionáriozinho furréca. Ainda tenho essas traduções aqui e elas não são muito boas não! Mas fui melhorando com o tempo (e com ajuda dos professores da escola, que nunca se negaram a me ajudar) e depois fui estudar de verdade lá no Interamericano mas já entrei no avançado, dig din. A primeira música que traduzi certinho foi “Forgive me”, essa aqui:  eu sei que não é do Fallen ok

Agora que estou estudando alemão, deveria estar traduzindo pelo menos uma música por semana. Até fazia isso ano passado, mas esse ano fiquei com preguiça. Contudo todavia porém, estou de volta à luta! No momento estou me batendo com essa música aqui:

Digo que estou me batendo por que realmente não está sendo fácil. Entendi de cara umas 4 frases, mas foi isso. Tem também várias frases que simplesmente não faziam sentido nenhum pra mim, como “Ich mache heute frei”, e que precisei que alguém me explicasse direitinho. Então, depois de 2 dias, ainda não consegui fazer uma tradução, mesmo de frases que consegui entender. Simplesmente não consigo colocar em português! Complicado!

É! Não é fácil não! No começo eu sempre me bato com coisas pequenas. Lembro de quebrar a cabeça decidindo se “don’t cry for me” (em “Hello”, também do Evanescence) era “não chore por mim” (sim) ou “não grite por mim” (não neh!!!!!! mas tinha no dicionário – esses dicionários também as vezes só atrapalham). Mas um dia melhora! – Amém!

Um dia muito do desperdiçado

3 jul

Me lembro que quando meu amigo Renan estava passando seus últimos dois meses antes de seu intercâmbio na Itália, de onde está voltando nessa quarta por sinal, ele queria passear o tempo inteiro. Toda semana tínhamos pelo menos dois encontros, o que não é lá muito comum (infelizmente), já que cada um de nós tem suas coisas pra fazer. Claro que não dava pra todo mundo ir em todos esses encontros, mas eu tentava ir na maioria, por pena. Sabe quando vc ri por pena? Então! hahahahaha. Brincadeiras a parte, dava pra ver que o piá não estava muito confortável com a coisa e queríamos ajudar como podíamos (tipo saindo pra comer crepes).

Pois é. Parece que estou passando um pouco por isso. Todos os dias devem ser aproveitados com as pessoas queridas e cada momento sozinha me parece um desperdício. Por isso, o dia de hoje não valeu a pena. Fiquei sozinha e me irritei demais. Até tinha um convite, que teria tudo pra ser excelente, mas confesso que nesses dias fujo das pessoas com que eu sei que vou falar sobre meu intercâmbio. Por mais queridas que sejam. Sempre que alguém me pergunta sobre isso eu penso: vamos falar de coisa boa????????

Tudo bem que no fim das contas passei a tarde falando via msn com o Renan sobre… intercâmbio!  ¬¬ Acho que não tem como fugir!

Tout le monde sait qu’il faut danser mais pour l’instant on danse la danse du dénie de l’évidence

On danse la danse du dénie de l’état d’urgence.