Arquivo | novembro, 2012

Variedades

27 nov

Nessa sexta feira, 23 de novembro, fui com meus amigos no show do Garbage!!! Foi uma coisa linda! Não ficamos horas na fila e ainda assim ficamos super perto do palco (na seguda/terceira fila). Conseguimos ver tudo de pertinho, com direito a Shirley Manson nos olhando diretamente nos olhos 😀 As pessoas também não ficam se esmagando nem te empurrando, como seria normal no Brasil. Eu sai de onde estava por um momento antes do show começar e quando voltei fiquei morrendo de vergonha de pedir pra passar na frente das outras pessoas que apareceram, mas o piá notou minha comunicação com meus amigos e me mandou passar, além de se oferecer para tirar uma foto da gente. (alguém tem que falar como os franceses são gente boa.)

Stupid girl, all you had you wasted. 

No fim de semana fiz uma viagem com o coral da universidade. Fomos para uma casa de retiros, digamos assim, numa montanha chamada Parménie, que fica em Izeaux, uma cidade bem pequeninha. De carro a viagem é super rápida, apenas uma hora do centro de Lyon.  Na estrada vi os Alpes, e é realmente muito bonito!

Ficamos lá sábado e voltamos às 15h do domingo, já que estava chovendo e então não dava para fazer uma caminhada. Achei uma pena, mas voltaremos lá em abril, quando o tempo supostamente já está bom.

Manhã de domingo. Névoa vinda do além se misturando às nuvens.

O tempo que passei lá foi muito agradável. Além de ensaiarmos dois dias seguidos, o que ajuda muito, foi uma oportunidade de conhecer as pessoas que fazem parte do grupo. Temos ensaio apenas uma vez por semana, numa quarta a noite, todos estão cansados e mal temos tempo de conversar nos 15 minutos de intervalo. Além disso, é natural que a gente se aproxime mais das pessoas que estão ao nosso redor enquanto cantamos, então tinha vários homens nesse fim de semana que eu nunca tinha nem visto! hehehehe. Nos divertimos muito, conversamos, comi mexirica, me explicaram coisas sobre a política francesa, várias coisas. Um momento que eu adorei foi no fim da janta de sábado, quando do nada as pessoas começaram a cantar uma música que eu obviamente desconheço, mas é tipo uma coisa medieval sobre comer e ir para a batalha. Lágrimas de emoção pela beleza do momento. Praticar francês também não foi nada mal.

Já na residência André Allix, continuamos tendo surpresas desagradáveis com uma frequência assustadora, o que levou as pessoas a fazerem isso:

Por favor, mantenham os banheiros limpos. Acho que o resto é auto explicativo.

De resto, estou frustrada pela falta de músicas para ouvir, já que o torrent é bloqueado aqui. Se quiser baixar qualquer coisa, tenho que ir no Mac Donalds, oq eu TENHO QUE EVITAR, visando minha saúde e estética. Então ainda não consegui ouvir o novo cd do Bat for lashes (o dó). Fica aqui o vídeo de All your Gold de qualquer forma:

Enfim.

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Paris: 7º e 8º dias

6 nov

Acabei ficando com muita preguiça de escrever nesses dias!

No sábado eu fiquei de encontrar uma menina que conheço dos tempos de Rio Negro. Marcamos na catedral de Notre Dame, já que eu ainda não tinha ido lá. No fim das contas não conseguimos nos achar por que ela esqueceu o celular, e obviamente tinha muita gente por lá.

Enquanto esperava na fila

Naquele parque que fica ao lado

A praça que fica atrás da catedral (e passa ao lado dela) é um lugar muito agradável. Gostei mais de lá do que da parte de dentro da catedral.Infelizmente eu não fiquei muito tempo por que as praças aqui na França têm hora pra fechar. Tá todo mundo lá de boa e vem um cara gritando e fazendo gestos, mandando todo mundo embora. Eu fiquei olhando todo mundo passar sem entender muito bem e o cara gritou comigo. HAHAHAHA. Malvado.

Estava escurecendo e eu passeei um pouco pela região, que tem muitas, muitas igrejas. Lá perto também fica o Hôtel de Ville, onde tinha também muitas pessoas.

Hôtel de Ville 

Achei essa região bem charmosa. Como disse no vídeo, a Catedral fica na “meio-ilha” que o Senna forma. Já o Hôtell Ville fica ao sul do rio. Bom, acho que é ao sul, mas se não for ao sul, pode ter certeza que é ao norte. Risos.

Domingo foi um dia de museus. Museus não tão visitados assim.

Primeiro voltei à Montmartre, onde estive no segundo dia aqui. Naquele dia eu ainda não sabia da existência do Musée de la vie Romantique. Ele fica muito perto do Moulin Rouge, então o ideal é visitá-los no mesmo dia. Nesse dia eu não pude usar minha câmera, por que tinha esquecido de deletar as fotos antigas e por isso o cartão de memória estava cheio. Por algum motivo desconhecido, apenas apagá-las na câmera não é suficiente, então o cartão só fica vazio quando deleto tudo via computador.

O museu é bem interessante para quem gosta de algum dos artistas que são representados lá. No meu caso, quis visitá-lo por que a George Sand morou lá e como ela tinha um affaire com Chopin ele também passava por lá! Um dos cômodos da casa é inteiro dedicado a eles, com muitas pinturas representando a Sand e peças do Chopin tocando ao fundo. Lá tem também um jardim que tinha rosas muito cheirosas. Eu nem sabia que existiam rosas perfumadas, sempre achei que elas fossem só bonitas. Passei um tempo lá e notei a quantidade de casais idosos que estavam indo no museu. Todos muito bonitinhos. Foi um deles, aliás, que me falou do perfume das rosas (sim, os franceses falam com desconhecidos. E de forma simpática).

Saí de lá e fui para a praça da Bastille, que não é perto. Obviamente, lá é um lugar super importante, com muita história, então é um lugar que você tem que passar, mas eu não vi graça não. Pra falar a verdade, só passei por lá por que queria ir na casa do Vitor Hugo. Não me julguem. Por sorte, logo na saída do metrô já encontrei placas que indicavam a praça que eu queria ir, a Place des Vosges:

Fonte

O lugar é lindo e muito diferente! É como se fosse um condomínio quadrado, com uma praça no meio. O Vitor Hugo morava bem. Fiquei um tempão parada ouvindo uma moça que estava cantando ópera. Sim, ópera! Aqui em Paris é muito comum ver na rua e nos metrôs – tanto nas estações quanto nos vagões – pessoas tocando ou cantando. A gaita é clássica, mas tem de tudo. Nesse mesmo dia vi um casal tocando e cantando Besame mucho, Ai se eu te pego e Tchetcherere, um cara tocando o que eu acho que era uma lira, um senhor tocando violino (muito mal) e a menina da ópera, que era divina! Ela leva uma caixa de som bem grande, conecta um ipod com a parte instrumental, coloca a caixinha pras gorjetas e canta. Claro que quando é alguém tocando gaita no metrô, ninguém da muita bola, o povo vira a cara e finge que não vê. Já a moça cantando ópera na rua chamava muita atenção, recebeu muitos aplausos, e várias pessoas gritavam “bravo” e  “merci” quando ela terminava uma música.

Entrei no museu e continuava ouvindo ela cantar. Achei maravilhoso! A casa está bem conservada e é muito bonita. Como disse antes, o cara morava bem. Vale a pena pra quem gosta do autor ou quem gosta de conhecer casas antigas. O quarto dele, por exemplo, está inteiro lá. É gratuito e fica pertinho da Bastille, então acho que é um museu que vale a pena.

Fonte

Tinha uma família brasileira lá e ouvi a mãe explicando pra criança que a sala de trabalho dele era onde ele pintava seus quadros. Bitch please. 

Enfim.

 

Paris: 9º dia

5 nov

(como não escrevi nos últimos dois dias, as coisas ficarão fora de ordem.)

Nessa segunda-feira o César veio ao mundo! \o/ Um menino grandão e gorduxo, cabeludo de madeixas pretas!!!! Muita alegria e baba escorrendo! Eu estou bem emocionada e feliz pela minha amiga do coração, Jeninha, que agora vive um momento tão maravilhoso!!!

Bom, eu ainda não tinha essa notícia quando resolvi ir passear no cemitério. O dia amanheceu chuvoso, como era de se esperar. O sol apareceu lá pelo meio dia, como também era de se esperar. O que eu não esperava é que a chuva voltaria e cairia durante a tarde inteira! Bem no dia que saí sem sombrinha! Trolagem total. O legal foi que a chuva deixou o cemitério du Père Lachaise ainda mais legal!

Esse cemitério é enorme e tem várias pessoas famosas enterradas lá. Eu queria ver vários deles, mas como é fácil se perder lá, acabei não vendo alguns, como Molière e Lafontaine. Não adianta tentar achar nenhum túmulo específico sem mapa. Minha sorte foi que descobri no blog da Maria Thereza que dava pra imprimir o mapa pela internet e assim não pagar por ele. Porém, devo dizer que esse mapa da internet não contém o nome de todas as ruas, e isso dificulta bastante as coisas, então tive que usar várias vezes os mapas bem grandes que estão em alguns pontos do cemitério.  Acabei não encontrando o Jim Morrison nem a Edith Piaf, mas como eu não fazia muita questão mesmo, tudo bem. Uma coisa bem esperta a se fazer é seguir os grupos de turistas que estão lá, por que eles com certeza estão indo em direção de alguém famoso. Encontramos o Oscar Wilde assim!

Estilo meio alternativo

Não tinha muita gente lá não. Eu achei o lugar maravilhoso e nunca tinha visto tantos túmulos lindos! A maior parte deles é bem antiga e boa parte deles deve ser de estilo gótico, até onde meus conhecimentos permitem entender.

Mesmo com a chuva, o céu ficou azul em vários momentos.

Uma tal Família de Rio Negro.

Túmulo entortado pela árvore (eu acho) e as folhas do outono

Uma vista linda!

Confesso que queria colocar muitas outras fotos aqui, mas percebi que ninguém iria se interessar tanto assim por elas 🙂 Então vamos para a parte chique do dia.

Depois desse passeio, eu e o Roberto decidimos esbanjar e ir num café. Desde que cheguei na França, não tinha ido nenhuma vez num café, e isso é muito estranho, já que ia várias vezes por semana lá no Brasil. Pedi uma quiche (com aquela vontade de comer pão de queijo né, haha) e um capuccino. Não foi uma boa ideia, por que a quiche aqui é gigante e ainda vem acompanhada de salada. É uma refeição mesmo, não um lanche, então não combinou muito com o café. Mas tudo bem, já que os dois estavam muito gostosos! Fazia muito tempo que eu não tomava um capuccino decente, por que na maioria dos lugares eles só servem cafés daquelas maquinas prontas.

Já que a gente estava esbanjando mesmo, pedi crème brûlée de sobremesa. Apesar de ter em alguns lugares no Brasil, eu nunca tinha comido e estava um pouco desconfiada que não seria bom, por que o Pupo (sim, o Pupo, aquele cachorro) me disse que não era doce e parecia mingau. Bom, esse era bem docinho e parecia um pudim! Achei delicioso!

(desconfiada)

Ficamos um tempão lá falando blábláblá e sendo rycos. Depois voltamos pra casa e é isso aí.

Paris – 6º dia

3 nov

A tristeza de um gótico é descobrir no último minuto que é necessário fazer uma reservação para visitar as catacumbas de Paris. Mais triste ainda é descobrir que não tem mais vagas até o ano que vem. Fui ver múmias, túmulos e sarcófagos no Louvre então.

 

(agora chega de Louvre, cansei).

 

Risos.

Paris: 5º dia – Musée du Louvre

1 nov

Acabei indo dormir pra lá das 3 na noite passada. Hoje acordei às 8 e fui direto ao Musée du Louvre. Cheguei lá às 9h10, sendo que ele abre as 9h00 e já tinha bastante gente. O metrô que eu peguei (linha 1) tem uma estação dentro da Pirâmide de Vidro e eu desci lá. Assim que cheguei, queria gravar um vídeo para expressar minha indignação com os ares de shopping center daquele lugar. Sempre imaginei que dentro da Pirâmide o clima fosse mais… sério, sei lá. Mas não, é como um shopping center: várias lojas e pessoas andando quase que como zumbis. Mas aí minha câmera não ligou e eu fiquei desesperada, até que percebi que tinha esquecido a bateria dentro do carregador! DEEEEEEEEEER. Bom, no fim das contas isso não foi nada de mais e eu até preferi passear sem tirar foto nenhuma, ao contrário de todas as outras pessoas.

Hey Pípol, é o seguinte: tem foto de todas as obras do Louvre na internet! Não precisa fotografar tudo não! #fikdik

Taí. 

Como hoje é feriado de Todos os Santos, a maioria das coisas está fechada. O Louvre e o Musée d’Orsay, que são os maiores e mais importantes daqui, grandes atrações turísticas, ficam abertos. Então, dá pra imaginar que todos os turistas estavam num dos dois né? Incluindo minha pessoinha 😀

Cheguei e encontrei uma fila enorme e fui lá. Por sorte logo encontrei uma funcionária dando informações pras pessoas da fila e descobri que eu podia passar por outra entrada (são várias),na qual não tem filas! (Portes des Lions) Eu não pago entrada, por que dos 18 aos 25 anos os moradores da união européia não  precisam pagar várias coisas, mesmo sendo estrangeiros. Só precisa comprovar a moradia fixa de longo período e a idade. Uma maravilha!

Como era de se esperar, eu subi sem pegar um mapa. Aparentemente eu tenho problemas com mapas. Andei bastante meio sem rumo e tudo ótimo, afinal é tudo interessante, mas quando comecei a perceber o zig-zag-sobe-desce-vira que aquele lugar é, fui correndo atrás de um! (Jenifer, quero fotos do César, nem venha)No começo me bati um pouco com ele, por que aquilo é realmente um labirinto, mas depois de uma hora mais ou menos comecei a entendê-lo bem. Pedi ajuda umas 5 ou 6 vezes para os funcionários (sempre tem um em cada sala). Dois deles foram curtos e grossos, mas os outros eram uns amores de pessoas. Tão adoráveis que fiquei uns 10 minutos conversando com cada um deles. Sério. Eles me deram dicas sobre os dias menos movimentados, as formas mais práticas de visitar o museu, as entradas com menos fila, os lugares que eles acham mais interessantes… Todos foram também muito enfáticos sobre a segurança, dizendo pra tomar muito cuidado com a bolsa por que o museu está cheio de ladrões disfarçados. Fiquei impressionada que os 3 falaram isso, sem eu perguntar nem nada, e falaram com aquele exagero todo. Pelo jeito a coisa é tensa.  Eles também me disseram que eu falo muito bem francês (ówn) e um deles me perguntou se por acaso eu sou super dotada. oO HAHAHAAHHAHAHAHA. Eu devia ter dito que sim.

Eu achei o museu maravilhoso e apaixonante. Eu não entendo nada de artes visuais e mesmo assim achei incrível. O prédio em si já é muito interessante, pense em quantos reis não moraram lá. Dá até torcicolo de tanto ficar olhando para os tetos, em sua maioria muito decorados. Claro que não dá pra ficar prestando a maior atenção em tudo, por que é muita coisa, e se for fazer apenas uma visita, menos ainda, por que mesmo que você só queira ver algumas coisas específicas vai ter que andar bastante indo de uma exposição à outra.

Inicialmente, meu plano era ir lá só hoje, e já tava achando suficiente passar um dia inteiro lá. No fim das contas eu decidi que quero ver tudo! Sim! Não sei se vou conseguir, mas com certeza vou lá pelo menos mais um dia. Tudo lá vale a pena e, afinal, pra mim é de graça. Se eu vier outra vez para Paris, provavelmente será apenas como turista e terei que pagar para entrar, então por que não aproveitar? Já que gostei tanto e ainda por cima nem vi as partes que mais me interessam!

Fiquei lá até as 17h00 e só nao fiquei mais por que não aguentava mais andar.

Então, em breve irei lá novamente, e dessa vez pretendo tirar pelo menos alguma foto! 😉 (não da Monalisa, prometo)

Paris – 4º dia: mimimi, torre eiffel, mimimi

1 nov

Agora já estou com saudades de Lyon, pra falar a verdade. Estou um pouco cansada de ficar longe de casa, um sentimento que sempre tenho quando viajo, mas faz parte e isso não quer dizer que não esteja gostando.

Hoje mais uma vez nada saiu do jeito que eu queria. O dia não foi perdido, vi muitas coisas legais, mas ao mesmo tempo gostaria que as coisas dessem certo pelo menos uma vez. Eu tinha 4 dias inteiros planejados e como o primeiro deu errado, todos os outros também foram por água a baixo, e toda noite tenho que repensar o que fazer. Isso acaba me deixando acordada até muito tarde e fico cansada, mas pelo menos quando estou passeando as coisas valem a pena. E muito!

Estou com preguiça de contar as coisas hoje. Mas vamos lá. Visitei a Champs Elysées, que é apenas uma avenida com muitas lojas, incluindo várias marcas famosas como Louis Vuitton (seja lá como escreve). Sei que não devia ter feito isso, mas como boa viciada em esmaltes acabei comprando uma coisita lá! Não é nada especial, que se encontre apenas lá, definitivamente. Uma simples caixinha de lenços removedores de esmaltes, por que minhas unhas estavam horrorosas! HAHAHAHAHAHA (minha mãe vai ficar de cara comigo agora, eu sei) Devo dizer que o preço era o mesmo de Lyon, então não me julguem. Fiquei andando pela Champs Elysée enquanto tirava meu esmalte com meus lencinhos da Mavala. Ah, a loucura….

Chegando no Arco do Trinfo, fiquei impressionada e achei ele bem legal. Até agora não achei nada boring, o que é surpreendente. Nossa, como eu estou negativa hoje. Enfim.

Agora vai uma informação importante pra que vem aqui um dia: não adianta ficar andando em círculos para chegar lá, por que ele fica bem no meio mesmo. Tem umas entradas como se fossem de metrô em várias das ruas ao redor, então entre lá. Chegando no túnel você vai ver uma fila e vai ficar #chateado achando que tem que esperar e ainda por cima pagar pra visitá-lo de perto, mas não. A fila é apenas pra subir no topo. Você pode passar ali por “dentro” do arco gratuitamente. Pois é, a gente não sabia e já tava indo embora #chateados mas por sorte a saída que escolhemos saia no Arco mesmo. É o que dá visitar coisas sem ter informação (viu como tenho motivos pra me chatear quando os planos saem todos errados? corro o risco de perder muita coisa por não ter ido preparada blablablablablamimimimi).

Ah, olha a diferença do clima hoje! Apesar de ainda frio, o sol dá um ânimo e ajuda a esquentar! A cidade fica muito bonita ensolarada também.

Depois disso, andamos muito e nos perdemos, por que eu tive a ideia de girico de tentar ir pro Senna por outra rua que não a Champs Elysées, só por que queria ver alguma coisa diferente, esquecendo totalmente o fato de que o Arco está num centro e que cada rua que desemboca nele vai em uma direção, como raios de um círculo, não sendo paralelas. Parabéns Stephanie. Retiro aqui o que disse sobre meu senso de direção estar melhor. Acabamos tendo que pegar o metrô.

Descemos na estação Invalides e o Roberto foi pra aula. Eu passeei um pouco ali perto, e achei o lugar incrível. Acabei não vendo o Musée des Invalides por que tinha coisa interessante pra todos os lados que eu olhava, e aí eu me perdi (já que não tinha um plano). Acabei seguindo em direção à linda da Torre Eiffel, que tava me chamando há dias.

Vi muitas coisa legais pelo caminho. Como já disse antes, se você tem a oportunidade de ficar numa cidade por mais dias, fique. Assim você conhece a cidade mesmo e não apenas pontos turísticos (dos que estão lotados de gente). Nessa última foto, por exemplo, não tinha ninguém ali, e olha que bonito.

Mais uma vez acabei andando mais que o necessário por que fui em direção à torre algumas quadras antes, e quando se está assim meio perto (mas não tanto), não consegue-se vê-la. Se problemas, já que é sempre uma emoção quando você olha pro lado e vê a torre Eiffel sem estar esperando.

Antes de chegar até ela, passei pelo Musée du Quais Branly e entrei gratuitamente em duas exposições. Uma delas era muito interessante mas meio deprimente. O nome é Quatre parcours géographiques, e ela é sobre as Américas, África, Ásia e Oceania, mostrando objetos primitivos ou de grupos étnicos tradicionais. A exposição é muito interessante mas é triste ficar vendo cocares quando nós sabemos o que continua acontecendo com os povos indígenas do nosso país. Sem contar que fazer uma exposição dessa excluindo a Europa parece querer dizer que eles são civilizados e não tem essas bobeiras de povos antigos e “bárbaros”.

A outra exposição era sobre cabelos. Sim, cabelos.  Quadros, esculturas, vídeos, fotos. O que mais gostei foram as duas múmias. Uma delas ainda tinha um olho muito conservado. Medo. A outra coisa que mais gostei dessa foi uma escultura de uma mulher japonesa que tinha olhos muito realísticos e também me deram medo.

Depois disso encontrei a Torre Eiffel. Fiquei muito emocionada. Ela é muito linda! Eu ficava pensando “c’est cool, c’est cool, c’est cool!” sem parar. Fui atacada novamente pelas surdo-mudas da petição, mas dessa vez elas já chegaram dizendo “do you speak english?”. Ah, quando estávamos no Arco do triunfo um homem nos quis entregar uma aliança de novo, que nem ontem no Musée d’Orsey! Mas dessa vez ignoramos e continuamos andando. Puro golpe!

Voltando à torre: passei por baixo dela (c’est cool) e escolhi um lugar na grama pra sentar. Fiquei muito feliz por ter sol. Lá, eu comi os pain au chocolat que tinha comprado e esse foi meu almoço, às 3 horas da tarde. Na minha frente tinha uma família falando alemão com um bebê muito empolgado, que estava dançando ao som do tunch-tunch que vinha de algum lugar. Depois fui observar os ursos da tal exposição Art de la tolérance (Die Kunst der Toleranz). Achei muito divertido e pratiquei meu portuñol – que vem sendo muito requisitado, diga-se de passagem – para pedir para pessoas tirarem fotos de mim.

Quando estava tirando fotos do urso da Alemanha (cada um representa um país), um cara me perguntou por que eu não ia fotografar também o da Argélia, e eu respondi “é que eu não conheço ninguém de lá”. Ele disse “agora você conhece! passa a câmera pro meu irmão pra ele tirar uma foto da gente!” A primeira coisa que eu pensei foi em sair correndo pra não me assaltarem, já que dão tanto golpe em turista, mas o cara tava com a família toda e pareciam normais.

Eu e o Latino gente!

Fique lá por apenas 1 hora, pois já era fim de tarde e ainda queria visitar o museu do Balzac. Dei uma corredinha e tirei umas fotos da torre em um lugar sem turistas. Achei que as fotos de lá ficaram muito bonitas!

Depois disso fui até La maison Balzac. Sem mapa nem nada, tive que pedir ajuda na rua e mais uma vez fui bem tratada. Minha tática é não perguntar “onde fica o museu?” e sim “onde fica a estação de metro tal”, por que assim o lado turista perdido fica menos evidente! Chegando no metrô sempre tem um mapa e eu anoto qual delas é a mais próxima do lugar que quero ir.

(vídeo e beijo para minha mãe)

O museu é bacaninha e gratuito para todos, mas só vale a pena ir lá se você conhece e tem algum apego pelo autor. Trata-se da casa dele, mas apenas um móvel está conservado, sendo que o resto tem pinturas, gravuras e outras imagens relacionados a vida e obra de Balzac.

E esse foi o fim dos passeios dessa quarta feira ensolarada em Paris e ainda fica a pergunta: PQ DIABOS EU AINDA NÃO TENHO UM MAPA? (é só pedir no metro que eles dão)