Paris – 4º dia: mimimi, torre eiffel, mimimi

1 nov

Agora já estou com saudades de Lyon, pra falar a verdade. Estou um pouco cansada de ficar longe de casa, um sentimento que sempre tenho quando viajo, mas faz parte e isso não quer dizer que não esteja gostando.

Hoje mais uma vez nada saiu do jeito que eu queria. O dia não foi perdido, vi muitas coisas legais, mas ao mesmo tempo gostaria que as coisas dessem certo pelo menos uma vez. Eu tinha 4 dias inteiros planejados e como o primeiro deu errado, todos os outros também foram por água a baixo, e toda noite tenho que repensar o que fazer. Isso acaba me deixando acordada até muito tarde e fico cansada, mas pelo menos quando estou passeando as coisas valem a pena. E muito!

Estou com preguiça de contar as coisas hoje. Mas vamos lá. Visitei a Champs Elysées, que é apenas uma avenida com muitas lojas, incluindo várias marcas famosas como Louis Vuitton (seja lá como escreve). Sei que não devia ter feito isso, mas como boa viciada em esmaltes acabei comprando uma coisita lá! Não é nada especial, que se encontre apenas lá, definitivamente. Uma simples caixinha de lenços removedores de esmaltes, por que minhas unhas estavam horrorosas! HAHAHAHAHAHA (minha mãe vai ficar de cara comigo agora, eu sei) Devo dizer que o preço era o mesmo de Lyon, então não me julguem. Fiquei andando pela Champs Elysée enquanto tirava meu esmalte com meus lencinhos da Mavala. Ah, a loucura….

Chegando no Arco do Trinfo, fiquei impressionada e achei ele bem legal. Até agora não achei nada boring, o que é surpreendente. Nossa, como eu estou negativa hoje. Enfim.

Agora vai uma informação importante pra que vem aqui um dia: não adianta ficar andando em círculos para chegar lá, por que ele fica bem no meio mesmo. Tem umas entradas como se fossem de metrô em várias das ruas ao redor, então entre lá. Chegando no túnel você vai ver uma fila e vai ficar #chateado achando que tem que esperar e ainda por cima pagar pra visitá-lo de perto, mas não. A fila é apenas pra subir no topo. Você pode passar ali por “dentro” do arco gratuitamente. Pois é, a gente não sabia e já tava indo embora #chateados mas por sorte a saída que escolhemos saia no Arco mesmo. É o que dá visitar coisas sem ter informação (viu como tenho motivos pra me chatear quando os planos saem todos errados? corro o risco de perder muita coisa por não ter ido preparada blablablablablamimimimi).

Ah, olha a diferença do clima hoje! Apesar de ainda frio, o sol dá um ânimo e ajuda a esquentar! A cidade fica muito bonita ensolarada também.

Depois disso, andamos muito e nos perdemos, por que eu tive a ideia de girico de tentar ir pro Senna por outra rua que não a Champs Elysées, só por que queria ver alguma coisa diferente, esquecendo totalmente o fato de que o Arco está num centro e que cada rua que desemboca nele vai em uma direção, como raios de um círculo, não sendo paralelas. Parabéns Stephanie. Retiro aqui o que disse sobre meu senso de direção estar melhor. Acabamos tendo que pegar o metrô.

Descemos na estação Invalides e o Roberto foi pra aula. Eu passeei um pouco ali perto, e achei o lugar incrível. Acabei não vendo o Musée des Invalides por que tinha coisa interessante pra todos os lados que eu olhava, e aí eu me perdi (já que não tinha um plano). Acabei seguindo em direção à linda da Torre Eiffel, que tava me chamando há dias.

Vi muitas coisa legais pelo caminho. Como já disse antes, se você tem a oportunidade de ficar numa cidade por mais dias, fique. Assim você conhece a cidade mesmo e não apenas pontos turísticos (dos que estão lotados de gente). Nessa última foto, por exemplo, não tinha ninguém ali, e olha que bonito.

Mais uma vez acabei andando mais que o necessário por que fui em direção à torre algumas quadras antes, e quando se está assim meio perto (mas não tanto), não consegue-se vê-la. Se problemas, já que é sempre uma emoção quando você olha pro lado e vê a torre Eiffel sem estar esperando.

Antes de chegar até ela, passei pelo Musée du Quais Branly e entrei gratuitamente em duas exposições. Uma delas era muito interessante mas meio deprimente. O nome é Quatre parcours géographiques, e ela é sobre as Américas, África, Ásia e Oceania, mostrando objetos primitivos ou de grupos étnicos tradicionais. A exposição é muito interessante mas é triste ficar vendo cocares quando nós sabemos o que continua acontecendo com os povos indígenas do nosso país. Sem contar que fazer uma exposição dessa excluindo a Europa parece querer dizer que eles são civilizados e não tem essas bobeiras de povos antigos e “bárbaros”.

A outra exposição era sobre cabelos. Sim, cabelos.  Quadros, esculturas, vídeos, fotos. O que mais gostei foram as duas múmias. Uma delas ainda tinha um olho muito conservado. Medo. A outra coisa que mais gostei dessa foi uma escultura de uma mulher japonesa que tinha olhos muito realísticos e também me deram medo.

Depois disso encontrei a Torre Eiffel. Fiquei muito emocionada. Ela é muito linda! Eu ficava pensando “c’est cool, c’est cool, c’est cool!” sem parar. Fui atacada novamente pelas surdo-mudas da petição, mas dessa vez elas já chegaram dizendo “do you speak english?”. Ah, quando estávamos no Arco do triunfo um homem nos quis entregar uma aliança de novo, que nem ontem no Musée d’Orsey! Mas dessa vez ignoramos e continuamos andando. Puro golpe!

Voltando à torre: passei por baixo dela (c’est cool) e escolhi um lugar na grama pra sentar. Fiquei muito feliz por ter sol. Lá, eu comi os pain au chocolat que tinha comprado e esse foi meu almoço, às 3 horas da tarde. Na minha frente tinha uma família falando alemão com um bebê muito empolgado, que estava dançando ao som do tunch-tunch que vinha de algum lugar. Depois fui observar os ursos da tal exposição Art de la tolérance (Die Kunst der Toleranz). Achei muito divertido e pratiquei meu portuñol – que vem sendo muito requisitado, diga-se de passagem – para pedir para pessoas tirarem fotos de mim.

Quando estava tirando fotos do urso da Alemanha (cada um representa um país), um cara me perguntou por que eu não ia fotografar também o da Argélia, e eu respondi “é que eu não conheço ninguém de lá”. Ele disse “agora você conhece! passa a câmera pro meu irmão pra ele tirar uma foto da gente!” A primeira coisa que eu pensei foi em sair correndo pra não me assaltarem, já que dão tanto golpe em turista, mas o cara tava com a família toda e pareciam normais.

Eu e o Latino gente!

Fique lá por apenas 1 hora, pois já era fim de tarde e ainda queria visitar o museu do Balzac. Dei uma corredinha e tirei umas fotos da torre em um lugar sem turistas. Achei que as fotos de lá ficaram muito bonitas!

Depois disso fui até La maison Balzac. Sem mapa nem nada, tive que pedir ajuda na rua e mais uma vez fui bem tratada. Minha tática é não perguntar “onde fica o museu?” e sim “onde fica a estação de metro tal”, por que assim o lado turista perdido fica menos evidente! Chegando no metrô sempre tem um mapa e eu anoto qual delas é a mais próxima do lugar que quero ir.

(vídeo e beijo para minha mãe)

O museu é bacaninha e gratuito para todos, mas só vale a pena ir lá se você conhece e tem algum apego pelo autor. Trata-se da casa dele, mas apenas um móvel está conservado, sendo que o resto tem pinturas, gravuras e outras imagens relacionados a vida e obra de Balzac.

E esse foi o fim dos passeios dessa quarta feira ensolarada em Paris e ainda fica a pergunta: PQ DIABOS EU AINDA NÃO TENHO UM MAPA? (é só pedir no metro que eles dão)

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2 Respostas to “Paris – 4º dia: mimimi, torre eiffel, mimimi”

  1. Jen 1 de novembro de 2012 às 4:03 PM #

    Se você postar da próxima me dizendo que tá sem mapa, eu não posto fotos do César pra você ver! vixe…

  2. claudia 1 de novembro de 2012 às 10:23 PM #

    Adorei a ideia do da gravação, saudades de ouvir tua voz. Obrigada!

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