Paris: 7º e 8º dias

6 nov

Acabei ficando com muita preguiça de escrever nesses dias!

No sábado eu fiquei de encontrar uma menina que conheço dos tempos de Rio Negro. Marcamos na catedral de Notre Dame, já que eu ainda não tinha ido lá. No fim das contas não conseguimos nos achar por que ela esqueceu o celular, e obviamente tinha muita gente por lá.

Enquanto esperava na fila

Naquele parque que fica ao lado

A praça que fica atrás da catedral (e passa ao lado dela) é um lugar muito agradável. Gostei mais de lá do que da parte de dentro da catedral.Infelizmente eu não fiquei muito tempo por que as praças aqui na França têm hora pra fechar. Tá todo mundo lá de boa e vem um cara gritando e fazendo gestos, mandando todo mundo embora. Eu fiquei olhando todo mundo passar sem entender muito bem e o cara gritou comigo. HAHAHAHA. Malvado.

Estava escurecendo e eu passeei um pouco pela região, que tem muitas, muitas igrejas. Lá perto também fica o Hôtel de Ville, onde tinha também muitas pessoas.

Hôtel de Ville 

Achei essa região bem charmosa. Como disse no vídeo, a Catedral fica na “meio-ilha” que o Senna forma. Já o Hôtell Ville fica ao sul do rio. Bom, acho que é ao sul, mas se não for ao sul, pode ter certeza que é ao norte. Risos.

Domingo foi um dia de museus. Museus não tão visitados assim.

Primeiro voltei à Montmartre, onde estive no segundo dia aqui. Naquele dia eu ainda não sabia da existência do Musée de la vie Romantique. Ele fica muito perto do Moulin Rouge, então o ideal é visitá-los no mesmo dia. Nesse dia eu não pude usar minha câmera, por que tinha esquecido de deletar as fotos antigas e por isso o cartão de memória estava cheio. Por algum motivo desconhecido, apenas apagá-las na câmera não é suficiente, então o cartão só fica vazio quando deleto tudo via computador.

O museu é bem interessante para quem gosta de algum dos artistas que são representados lá. No meu caso, quis visitá-lo por que a George Sand morou lá e como ela tinha um affaire com Chopin ele também passava por lá! Um dos cômodos da casa é inteiro dedicado a eles, com muitas pinturas representando a Sand e peças do Chopin tocando ao fundo. Lá tem também um jardim que tinha rosas muito cheirosas. Eu nem sabia que existiam rosas perfumadas, sempre achei que elas fossem só bonitas. Passei um tempo lá e notei a quantidade de casais idosos que estavam indo no museu. Todos muito bonitinhos. Foi um deles, aliás, que me falou do perfume das rosas (sim, os franceses falam com desconhecidos. E de forma simpática).

Saí de lá e fui para a praça da Bastille, que não é perto. Obviamente, lá é um lugar super importante, com muita história, então é um lugar que você tem que passar, mas eu não vi graça não. Pra falar a verdade, só passei por lá por que queria ir na casa do Vitor Hugo. Não me julguem. Por sorte, logo na saída do metrô já encontrei placas que indicavam a praça que eu queria ir, a Place des Vosges:

Fonte

O lugar é lindo e muito diferente! É como se fosse um condomínio quadrado, com uma praça no meio. O Vitor Hugo morava bem. Fiquei um tempão parada ouvindo uma moça que estava cantando ópera. Sim, ópera! Aqui em Paris é muito comum ver na rua e nos metrôs – tanto nas estações quanto nos vagões – pessoas tocando ou cantando. A gaita é clássica, mas tem de tudo. Nesse mesmo dia vi um casal tocando e cantando Besame mucho, Ai se eu te pego e Tchetcherere, um cara tocando o que eu acho que era uma lira, um senhor tocando violino (muito mal) e a menina da ópera, que era divina! Ela leva uma caixa de som bem grande, conecta um ipod com a parte instrumental, coloca a caixinha pras gorjetas e canta. Claro que quando é alguém tocando gaita no metrô, ninguém da muita bola, o povo vira a cara e finge que não vê. Já a moça cantando ópera na rua chamava muita atenção, recebeu muitos aplausos, e várias pessoas gritavam “bravo” e  “merci” quando ela terminava uma música.

Entrei no museu e continuava ouvindo ela cantar. Achei maravilhoso! A casa está bem conservada e é muito bonita. Como disse antes, o cara morava bem. Vale a pena pra quem gosta do autor ou quem gosta de conhecer casas antigas. O quarto dele, por exemplo, está inteiro lá. É gratuito e fica pertinho da Bastille, então acho que é um museu que vale a pena.

Fonte

Tinha uma família brasileira lá e ouvi a mãe explicando pra criança que a sala de trabalho dele era onde ele pintava seus quadros. Bitch please. 

Enfim.

 

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Uma resposta to “Paris: 7º e 8º dias”

  1. Milton Carlos Jung 10 de novembro de 2012 às 8:28 PM #

    Oi filha, legal teus passeios, quanto ao cartão da maquina quando esta cheio descarrega no PC, ta certo hoje ta un dia feio aqui, a Isabel foi fazer vetiba, esta na casa da paula, Nossos saudosos abraços e beijos do VÔ e da VÓ.

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