Arquivo | janeiro, 2013

Genebra – Suíça (8 de janeiro)

22 jan

Eu sei que ainda não escrevi sobre meu último dia em Paris. De qualquer forma, vou começar a contar sobre a viagem que fiz agora em janeiro para Genebra e Berlin, e para que a ordem cronológica não seja completamente deixada de lado, vou começar pelo… começo! Dã!!!

Visitar Berlin já estava nos meus planos desde o princípio, primeiro por que gosto muito da Alemanha e segundo por que minha amiga Dieiny está morando lá e poderia me hospedar, diminuindo assim os gastos. Finalmente decidi que iria em fevereiro, já que em janeiro ela não poderia me receber. No último dia de 2012, quando estávamos indo para a festa de ano novo, meus amigos Felipe e Diana me disseram que estavam indo para Berlin em janeiro junto com o André, que estava aqui na Europa para viajar, e me convidaram pra ir junto. Como eu tinha feito uma viagem semi-sozinha para Paris, decidi que seria melhor dessa vez viajar em grupo e ter uma experiência diferente. Meio que na como é bom ser vida loka, comprei os tickets pela EasyJet de Genebra para Berlin, por que não havia bons vôos saídos de Lyon. Eu poderia também escolher sair de Paris, porém a passagem pra lá seria bem mais cara e eu também queria conhecer Genebra, pelo simples fato de ser a Suíça.O voo de retorno por sorte seria direto Berlin-Lyon. Meus amigos foram pra Paris alguns dias antes e voaram de lá.

O que deu errado nesse planejamento foi que o voo Genebra-Suíça era antes das sete da manhã e por isso eu tive que ir lá um dia antes e dormir por lá mesmo. Digo que isso foi um problema por que ir de trem de Lyon para lá é muito barato (cerca de 10 euros para estudantes com cartão fidelidade) porém a hospedagem lá é cara. A cidade só tem um hostel (aqui) e eu paguei cerca de 30 euros por um quarto feminino de 3 camas. Comparando com outras cidades europeias, o valor é alto. O hostel é bom, fica bem localizado (próximo a estação de trem) , e é bem limpo. Os banheiros tem secador de cabelo e os chuveiros são bons. Minha noite lá, porém, não foi tão maravilhosa, por que achei uma das mulheres que estava no quarto muito esquisita. Ela falava coisas sem sentido e não parava nunca de falar, levantava e acendia as luzes o tempo todo e outras coisas. Obviamente, dividir um quarto com desconhecidos não é legal. Outra coisa que não gostei foi que usei os computadores disponíveis numa sala de informática, já que não levei meu laptop, e a internet era muito lenta. Além disso, as imagens simplesmente não carregavam, e por isso não consegui fazer aquela chatísse de verificação de conta do facebook. Quando você acessa sua conta de um computador diferente em um país diferente, o facebook te obriga a reconhecer seus contatos nas fotos. As fotos simplesmente não carregavam, e fiquei sem acesso. Tudo bem, facebook não é a única forma de comunicação, mas para mim ela acaba sendo a mais importante e fiquei estressada com isso. Pelo que vi das outras pessoas, a wifi pelo menos funcionava direito. Ah, outra coisa que não gostei é que os armários no quarto não têm chaves. Ok, parando pra pensar, no dia eu achei o hostel mediano e não bom. Minha opinião mudou depois de Berlin, mas isso fica pra depois.

Eu cheguei em Genebra lá por meio dia, e como disse antes, fui de trem. A viagem levou duas horas. Como era de se esperar, acordei em cima da hora e saí sem comer direito, então cheguei lá morta. Saí da estação desesperada por comida e me joguei no primeiro Mac Donalds que eu vi. Só não vou dizer que foi o menu mais caro da minha vida por que no Brasil o êmi-ci-donálde é bem carinho, mas olha. Não coma em fast food em Genebra. Encontrei vários restaurantes depois com pratos de massa por 11 francos, sendo que gastei bem mais que isso no meu menu. Foi culpa do desespero.

Melhor do que dizer “não coma isso em Genebra”, vou pegar mais pesado e dizer: nem se dê o trabalho de ir pra Genebra. A não ser que você seja muito apaixonado por relações internacionais ou simplesmente tenha muito dinheiro e tempo pra gastar em qualquer lugar, a cidade não vale a pena. Como eu só tinha uma tarde pra passear, escolhi não ir para a cidade internacional, onde fica a sede da ONU, já que ela é um pouco mais longe. Depois que vi uma foto de outros brasileiros daqui de Lyon (Patrícia com Etienne se não me engano) na frente da ONU fazendo bunda lê-lê pra câmera, achei que não teria o menor sentido ir lá e não fazer algo tão digno quanto. Preferi então ficar calminha na minha solidão e passear pela parte antiga da cidade e achei bonitinho mas nada assim incrível. Acredito que no verão ou na primavera a cidade fique mais bonita. O dia cinzento que presenciei não deve ter favorecido muito a cidade.

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Como eu não tinha muito o que fazer, subi na catedral, que se não me engano se chama Saint Pierre, e é uma catedral protestante. Achei a vista bonita, as torres bem interessantes e valeu a pena. Como toda igreja protestante, essa catedral não é muito impressionante esteticamente, mas tem uma capela separada em estilo neo-gótico que é linda! (nenhuma foto de lá ficou boa)

Ao lado da catedral, há um museu sobre a história protestante. A entrada é 13 francos e eu nem tive a chance de refletir se pagaria ou não por que a recepcionista me disse que já era tarde demais pra entrar e eu não conseguiria ver nada em meia hora. Ok então moça.

DSC01568Ovelhas

DSC01571llama

DSC01577Eu não sujo as calçadas

Andando por lá, vi muitos brasileiros. Muitos mesmo e de todos os tipo. Os que mais me impressionaram foram dois casais de paulistas muito encantados com a riqueza e finesse européia, que desceram de um taxi numa praça famosinha (onde fica aquele relógio de flores) e começaram a  gritar “AAAAAAAAAAH, CHANEL!!!!”  ao ver aquele anúncio no fundo:

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NÃO NÉ GENTE, POR FAVOR. 

fim.