O Oriente da Venezuela – parte 2: Turismo

16 jun

Como disse no post anterior, fiz essa viagem com uma aluna, que estava indo visitar a família. Além de me receberem em sua casa por 4 dias, também me levaram conhecer as coisas mais interessantes da região. E olha que viajamos muito hein! Muito gentil da parte deles se deslocarem tanto para que eu conhecesse lugares que eles já conhecem.  E as distâncias entre os locais visitados e a cidade onde estávamos não é nem um pouco curta! Veja no mapa:

 

mapaJá estava quase no Brasil!

Com o número 1, temos Caracas, nosso ponto de partida. El Tigre, onde estávamos hospedadas, é o 2. O primeiro passeio que fizemos foi até o 3, próximo à cidade de Caripe, El Parque nacional El Guácharo, onde fica uma gruta habitada por esse tipo de pássaro chamado Guácharo, existente também no Brasil. Para visitar a gruta, existem horas específicas de tour, e quanto mais tarde, mais curta é a caminhada. Como nós chegamos já às três da tarde, horário do último tour, não tivemos a chance de conhecer todo o caminho, mas eu não me importei. Afinal, a guia nos explicou que os índios que viviam ali jamais iam mais além do que onde a luz do sol alcança, e nós fomos justamente até esse ponto. Dali em diante, acreditavam que viviam os espíritos dos seus antepassados. Eu realmente achei super sensato respeitar essa tradição. HAHAHA.  Confesso que senti bastante medo. Mas o pior era o medo de ser premiada por um pássaro que estivesse se aliviando. Mas isso não aconteceu, ufa.

Clique nas fotos para aumentá-las:

O parque é bem pequeno e é constituído apenas da gruta e de um museu sobre o guácharo, mas é realmente muito bonito e vale muito a pena ser visitado. É cobrado um valor de entrada, porém é irrisório para qualquer turista com dólares. Se não me engano foram 50 bolívares ou algo assim. Achei o passeio maravilhoso e fiquei bem maravilhada!

Na volta, pude ver um pouco mais da cidade de Caripe, que é uma gracinha. Ela fica nas montanhas, e por isso faz mais frio. No centro, as construções são todas coloniais, e lembra  um pouco cidades como Antonina. Nesse dia, estava havendo alguma festa popular e as ruas estavam enfeitadas com bandeirinhas, porém não podíamos ficar mais tempo, já que o retorno demoraria várias horas. O melhor de tudo é que Caripe, assim como a Colônia Tovar, é uma das cidades produtoras de morango, a maior delícia frutística venezuelana, na minha opinião. Por aqui, se encontra morangos enormes e deliciosos em qualquer época do ano, já que nas regiões de montanha o fruto cresce muito bem. Aproveitamos para comer muito morango com chantilly!

No dia seguinte, fomos até o estado Bolívar, que faz fronteira com o Brasil, e visitamos o Parque nacional La Llovizna, onde ficam umas quedas de água do rio Caroní. Isso fica em Porto Ordaz (mapa número 4), que é a única cidade planificada da Venezuela, assim como Brasília. Lá também fica uma usina hidrelétrica, e o EcoMuseo Del Caroní, que tem exposições de artistas nacionais e por onde se pode ver partes da usina.  Como minha aluna é engenheira eletricista, ela sabia muitas informações sobre todos esses paranauês. HAHAHAHAHA.  E o parque la Llovizna, que fica logo ao lado é gigantesco. Havia muitos turistas e muitos locais aproveitando do sol e do calor de 35°C.  O complicado é que, apesar de ser um local super visitado, há apenas um local que vende comida, que estava, por tanto, extremamento lotado. O mais impressionante eram os venezuelanos almoçando sopa. Sim, eu disse sopa. Com 35°. Fico imaginando o que passa na cabeça de uma pessoa: “Ei, quer ir comigo ali no parque comer uma sopa?”. Enfim né, amigos. Voltando às atrações do local, tudo é uma belezura e você pode caminhar muito, pois é realmente muito grande. As cachoeiras não são grandes e também não estavam muito cheias, já que não está chovendo quase nada este ano. Por isso, não eram impressionantes, porém lindíssimas, assim como todo o resto do parque. Eu achei encantador. Acho que isso de morar em Curitiba me fez desenvolver carinho por parques, num geral.

E a estrada também estava muito bonita. Passamos pela Puente Orinoquia, que é uma ponte estaiada, como a que estão fazendo em Curtiba. Ela foi construída pela empresa brasileira Odebrecht, onde eu dou aulas. Logo ao lodo também tem um mirante TOTALMENTE illuminati. AHAHAHA.

Enfim,

é isso.

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