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Saga ruiva 2 – Alergia e Mix

17 mar

Contrariando minhas expectativas, após a descoloração com soap cap que fiz e contei aqui, as coisas foram até que bem simples! Algumas chatices aconteceram, mas foi tudo fácil de resolver e nada me irritou tanto quanto no começo, já que o cabelo não estava mais horrível. Vamos continuar de onde parei:

O soap cap deixou o cabelo com uma cor bem satisfatória. Não foi necessariamente o que eu esperava, mas a verdade é que eu sabia que não conseguiria um tom exato e específico (muito difícil!) e por isso estava pronta pra qualquer coisa. Por sorte, acabei gostando bastante da cor. Poderia até ficar um tempo sem tingir novamente, mas tive a impressão de que a descoloração abriu demais as escamas, deixando o cabelo ressecado e com cara de mal cuidado. Por isso, decidi comprar uma tinta e selecionei a Majirel 7.4, por ser mais barata que a Keune, ser fácil de encontrar e ter resultados lindos em várias pessoas.

Com minhas experiências anteriores, já sabia que minha raiz abre fácil demais, então usei ox 30 no comprimento e de 20 na raíz. O problema foi que não encontrei oxigenada da Loreal para comprar e acabei escolhendo da Yamá, pois já conhecia a marca. Misturei dois terços de um tubo de Majirel com a oxigenada de 30 e assim que iniciei a aplicação comecei a sentir uma coceira na pele. Continuei mesmo assim, e misturei o último terço da tinta com a ox de 20, para aplicar na raiz. A coceira continuava mas achei melhor continuar mesmo assim,  até que cheguei na parte de cima da cabeça e não pude suportar a ardência nos olhos. Consegui deixar a tinta agir por menos de 10 minutos (fui bem insistente) e fui para o chuveiro lavar os cabelos. O resultado, na verdade, foi bem bom: a cor ficou praticamente a mesma que estava só com o soap e com cara de mais saudável. O único problema foi que a tinta não teve tempo de reagir na parte de cima e a raiz continuou castanha, pois houve um certo intervalo de tempo entre todos esses procedimentos, dando tempo da raiz aparecer. #Chateada

No dia seguinte, fui até a loja de cosméticos em que tinha comprado a tinta e contei o ocorrido. Para igualar a raiz, me indicaram um tonalizante da Alfaparf, por ser mais suave e poder até ser usado por grávidas e pessoas que fazem tratamento de quimioterapia, segundo a vendedora. Comprei a 7.0, pois era o que tinha, com sua emulsão reveladora, e misturei com o banho de brilho Cobre da Keraton, que já tinha em casa, dando assim o tom acobreado. Surpreendentemente, deu certo! Continuei com coceira no corpo todo por umas duas semanas, mas estava com o cabelo bonito, então tudo bem! hahaha

Depois disso, decidi que bastava retocar a raiz. Claro, fiquei tentada a tingir o cabelo inteiro no mês seguinte, mas acabei me convencendo que não era necessário, pois danificaria muito o fio e acumularia tinta, causando escurecimento. Devido à alergia, fiquei bem preocupada, pois achei que a culpada poderia ter sido a tinta Majirel, afina, eu já tinha utilizado oxigenada da Yamá antes e nunca tive problemas. Estava feliz com a cor e não queria ter que mudar novamente de tinta e correr o risco de estragar o que tinha conseguido. Como minha mãe também pinta o cabelo, ela comprou uma Majirel do tom dela e eu fiz a aplicação, dessa vez com oxigenada da Loreal também e não tive problema nenhum. Então, decidi arricar e no mês seguinte comprei novamente a Majirel 7.4 e apliquei 1/3 do tubo na minha raiz com ox de 20 da Loreal. Por sorte, nada de alergia! 

O problema dessa vez foi que, mesmo com a oxigenada mais baixa, de 20 volumes, e o tempo de pausa curto (cerca de 15 minutos), a raíz ficou mais clara que o comprimento. Não foi nada demais e, na verdade, mal se notava. Mas eu podia ver que a raiz tinha um tom muito mais dourado, e bem bonito, sendo que o resto do cabelo puxava muito mais pro laranja e pro vermelho, dependendo da iluminação. Minha explicação pra isso é que esse tom da Majirel tem muito dourado na composição, apesar de não ter reflexo .3 em seu nome. É por isso que em muitas pessoas ela desbota pro loiro facilmente. Uns amam, outros odeiam. Esse é um pouco o problema das tinturas: cada uma tem sua fórmula e as numerações servem como base mas não representam necessariamente a realidade. Bom, meu fio natural também tem reflexos dourados e por isso acabou abrindo pra um tom de ruivo muito mais claro, puxando pro loiro e sem nada de laranja nem de vermelho. Ou seja, no meu fio virgem, essa tinta abre quase pra um strawberry blond. Já o comprimento, que já foi tingido de preto e vermelho, a tinta reagiu de outra forma, mesmo após as muitas decapagens.

Eu achei o tom da raiz bem lindo, mas com tempo e os outros retoques, se notaria mais a diferença com o comprimento e eu não estava nem um pouco disposta a continuar tentando clarear meu tom.  Era evidente que o reflexo que me faltava era o vermelho, pois o meu comprimento por vezes mostrava essa cor, e por outras refletia laranja, sobre tudo ao sol. O laranja se consegue justamente com a junção de reflexos dourados com vermelhos, por isso supus que um mix 0.6 (vermelho) me bastaria. Então, quando chegou a hora de retocar mais uma vez, comprei o mix da Wella e adicionei uma quantidade minúscula à minha mistura de 1/3 de Majirel com cerca de 40 ml de ox 20. Esses mix são fortíssimos e é necessário sempre ter muito cuidado com eles. Eu coloquei mais ou menos 1,5 cm, mas fiz isso no chute. O resultado foi perfeito! O reflexo deu super certo com o comprimento.

Desde que descobri que precisava do mix, retoquei a raiz 3 vezes e não mexi no comprimento. Os resultados tem sido super satisfatórios todas as vezes. Aí eu fico pensando, será que um cabeleireiro iria se tocar disso? Eu acho que só se for algum especialista em ruivo acobreado mesmo. O fato é que se eu fosse num profissional e saísse com a raiz mais clara após utilizar uma ox mais baixa que no comprimento com a mesma tinta, eu iria pensar simplesmente que não tinha solução. Iria achar que meu cabelo é louco assim mesmo. Como eu mesma faço tudo, acabo conhecendo melhor meu próprio fio. Isso não significa que tudo sempre dá certo. Pelo contrário, como se vê, muita coisa deu errado. Mas com o tempo você vai aprendendo a encontrar as soluções mais adequadas para você, e elas quase nunca são as mesmas para uma outra pessoa. Basta ter paciência de pesquisar bastante ao invés de sair fazendo tudo na louca.

eu no parqueLaranja no sol de Caracas, cara de boba após tomar sorvete de maracujá 

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Saga ruiva 1

16 dez

Oi, meu nome é Stephanie e eu estou passando por uma saga ruiva. 

Uma das funções desse blog é ajudar pessoas que estão procurando por informações na internet. Eu fiz muito uso disso antes de me mudar pra França e os depoimentos das pessoas foram muito importantes, pois me ajudaram muito a me preparar. Por isso, eu costumo colocar informações mais práticas, principalmente nos posts sobre viagem, como os links dos hostels ou pontos turísticos, mesmo que me dê preguiça, porque sei que isso pode vir a ajudar algumas pessoas por aí.

Além das viagens, eu pesquiso bastante em blogs sobre produtos de beleza. O principal motivo para isso é que simplesmente não dá pra confiar na maioria das vendedoras de lojas especializadas, que simplesmente te empurram o produto que elas tem que vender pra ganhar comissão. Decepções com cabeleireiros também são frequentes, principalmente quando se trata de tintura. Então, muitas pessoas optam por tingir as madeixas sozinhas mesmo, e esse é o meu caso. Buscando ser mais uma fonte de informação para aqueles que buscam dicas sobre isso, decidi escrever esse texto. Então, após essa longa introdução, aqui vão as palavras chaves pro google achar:

Ruivo natural, ruivo acobreado, pintar o cabelo de ruivo natural em casa, do preto ao ruivo, dekapcolor, soap cap com creme, tirar tinta preta do cabelo.

Agora, vamos à saga. Sabiam que saga é uma palavra islandesa, que nomeia as narrativas épicas do país? É a única palavra do léxico islandês que ultrapassou as barreiras e hoje é usada em diversas línguas. Sagas são sempre longas e assim será esse post.  A-HA, por todo esse conhecimento vocês não esperavam. #TécoLinguísta

Uma saga islandesa bem sangrenta, como sempre

Bom, este é o meu cabelo natural, nos idos de 2007:

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Foi bem difícil encontrar fotos sem edição, porque eu sonhava em ter cabelos pretos (que nem da Amy Lee) desde os 12 anos, então sempre dava um jeito de editar as fotos e deixar meu cabelo mais escuro. Acho que dá pra definir como castanho médio, com reflexos dourados.

Quando fiz 18 anos e comecei a ganhar meu próprio dinheiro, comecei a passar tonalizante preto. Fiz duas vezes no salão e depois passei a usar L’oréal Casting Gloss Preto 200.

541400_2887823310873_1118906403_32124421_776239332_nUma cara horrível e uma camiseta copiada da Amy Lee, para vocês verem o nível do negócio. 

moi et alina reloiinMinha querida amiga Alina 

Modéstia à parte, eu acho que fico muito bem com o cabelo preto. Nunca gostei da minha cor natural, sempre achei cor de burro quando foge. A maioria das pessoas que me conheceram já com o cabelo preto achava que era natural até eu comentar que pintava. Não duvido nada que um dia eu volte a usar essa cor, que além de tudo é muito prática.

De qualquer forma, quando eu estava morando em Lyon, me cansei da cor. Acho possível que isso se dê à imensa quantidade de preto que você é obrigado a ver durante o looooongo inverno europeu. A maioria das pessoas se veste de preto, inclusive eu, porque afinal nem todo mundo tem dinheiro pra comprar vários casacos e acaba comprando um só dessa cor, por ser mais neutra. Sem contar o céu eternamente cinza. Não sei se isso faz sentido, mas o fato é que eu me cansei do preto. Então eu fui fazendo força pro cabelo desbotar, usando xampus mais fortes e não pintei mais. Também entrei numa fase natureba e parei de usar condicionador. No lugar, usava óleos pesados (como de oliva) antes de lavar o cabelo, além de máscaras de leite, mel, azeite, canela, etc, e oléos mais leves após lavar. Passei henna natural umas 4 vezes e em alguns momentos ela deixou a raíz bem alaranjada, mas depois de algumas lavadas foi passando. No fim, o cabelo continuava pretty much black, ou pelo menos um castanho escuríssimo nas pontas e natural na raíz, com reflexos vermelhos da henna.

1002790_10200282130555442_377560442_nA foto mostra mais minha paixão pela Amy Lee do que meu cabelo, mas acho válido. 

Eu gosto de cabelos ruivos desde pequena e era secretamente apaixonada pela Lindsay Lohan. Mesmo depois que comecei a querer ser a Amy, eu me interessava só pelos piás de cabelo ruivo, que eram poucos (ah, menino do ônibus, como você era lindo. Mas calma, eu tinha 13 anos e ele uns 19, então fiquei ali no meu cantinho). Mas eu só decidi que queria ficar ruiva lá na França, só que como estava numa fase mais natural, não queria usar tinta. Na época não achava que a henna seria suficiente. Imaginei que ela fosse ajudar a clarear, e realmente ajudou, mas nada que me fizesse ruiva. Hoje em dia já sei que a henna natural deixa ruiva sim, desde que o cabelo esteja bem claro (numa base 8). Para quem se interessar por isso, procure o grupo Amor Acobreado no Facebook e veja o álbum sobre henna, onde você terá todas as informações.

Ahhhh, já ia esquecendo de comentar que a Amy ficou ruiva DEPOIS de eu começar a passar henna, então dessa vez eu não imitei ela não! hahahahahaha Aliás, nem gostei do ruivo dela, pelo menos não desse aqui:

Enfim, quando voltei pro Brasil dei uma de rei do camarote e esbanjei indo no salão sem nem perguntar o preço. Eu confiava muito no cabeleireiro em que ia, mas acabei saindo com um vermelhão super escuro de lá, que obviamente só pegou até o começo da orelha, onde o cabelo estava sem tintura. O resto continuou preto. Não tenho fotos disso mas olhando agora eu vejo que ficou BEM IGUAL a essa cor da Amy. Mas será o benedito que eu imito essa mulher até quando eu não quero?!? Complicado isso. Bom, eu fiquei muito indignada, primeiro porque ele não fez nada para igualar a raíz com o resto e eu não tinha pedido vermelho, e sim “ruivo natural escuro”, que seria mais ou menos isso aqui:

Lindsay, diva da minha infância, antes de se afundar nas drogas né!

Quando o cabelo foi desbotando, acabou ficando uma cor horrorosa de cereja, apenas na raiz! Eu não fiquei com raiva de verdade do cabeleireiro até que comecei a pesquisar sobre tingir os cabelos em casa, e fui ver que ele foi é muito preguiçoso. Ele insistiu que a raiz iria desbotar e igualar com o resto, mas hoje eu dia eu sei que não tem quase nenhuma possibilidade de uma tintura em raiz virgem desbotar pra uma cor mais escura! Ela desbota pro mais claro (no meu caso um cerejão indiscreto), sendo que as pontas, com uma quantidade enorme de tintura acumulada, ficam lá, super escuras.

Acabei passando um mês, se não me engano, com o cabelo daquele jeito, enquanto fui pesquisando muito. Encontrei vários exemplos de ruivos que eu gostaria de ter, li todos os blogs possíveis, comparei opiniões, vi vídeos. Descobri as maiores dificuldades em manter o cabelo ruivo, os produtos e os cuidados necessários… enfim, recolhi um grande número de informações, e é isso que qualquer um que pretende pintar o cabelo sozinho deve fazer.

Aliás, até mesmo aqueles que pretendem ir sempre no salão pintar o cabelo tem que pesquisar um pouco, porque a maioria gritante dos profissionais não explica nada do que vai fazer. Muitos deles nem perguntam se você tem outra tintura no cabelo, ou outro tipo de química, e isso é muito arriscado. O mínimo que eles tem que perguntar é se você fez alguma progressiva no cabelo. Além disso, nunca vi um salão que faça teste de mecha ou de alergia. Ou seja, o produto é jogado no seu cabelo sem nenhuma verificação de possíveis reações. Eu sei que quase ninguém faz isso em casa, mas deveria. E de qualquer forma, em casa a responsabilidade é inteiramente sua. Já no salão, a raiva de ter que pagar (e caro) por um procedimento mal sucedido é muito grande.

Outro detalhe importante ao ir num salão é a cor que você pede. Aquilo que chamamos de ruivo natural não tem NADA a ver com tintura vermelha. Peça ruiva ACOBREADO. Obviamente, é grande a variedade de tons de ruivo acobreado e alguns são sim mais avermelhados, mas a tintura vermelha não tem nada de natural. Para entender isso, basta comparar a foto da Amy Lee com a da Lindsay Lohan. Por mais que o da Lindsay seja bem avermelhado, ele é ACOBREADO e isso deixa ele mais natural, pois existem sim cabelos naturalmente assim. Já o cabelo da Amy é um tom fantasia. Outro exemplo desse vermelho é esse da Hayley Williams:

E caso não tenha ficado claro, digite “ruivo acobreado” no google e depois “tinta vermelha para cabelo” e veja a diferença nos resultados. Então, se quer um ruivo natural, evite usar a palavra VERMELHO.  E leve fotos do que você quer, assim você pode reclamar caso o resultado não tenha nada a ver com o pedido.

Bom, depois que você já tá todo conhecedor dos paranauê das tinturas (como o que a numeração delas significa além do que cada oxigenada faz!) você pode começar a escolher sua tinta ideal. Eu não fiz isso não, e me arrependo. Por isso, recomendo para todos que procurem grupos no Facebook (faço parte do Amor Acobreado, que já citei), onde você pode conversar com gente de todo o país e coletar ainda mais informações e ver a opinião delas sobre qual tinta vai dar o resultado que você quer. Isso porque só a numeração não basta. Algumas marcas são conhecidas por clarear mais o cabelo que outras, por exemplo. Isso você só descobre pesquisando muito e ouvindo muitos conselhos.

Voltando ao meu cabelo. Após essa tintura horrível que levei no salão, ficou evidente que toda a parte que recebeu tintura preta não iria pegar outra cor. Decidi então usar o DekapColor, que é um produto que retira pigmentos de tintura. Ele não faz efeito nenhum em cabelos virgens, pois não é um clareador. Fiz duas aplicações do produto e fiquei com o cabelo bem mais claro do que antes. Não via mais as pontas pretas, mas sim castanho avermelhado. Fui até a loja de cosméticos onde sou melhor tratada (a Casa Costa da Senador Alencar em Curitiba, apesar de ser uma loja cara) e conversei com uma das moças. Ela, assim como eu, achou que as pontas já tinham aberto bem, e então eu comprei duas tintas da Keune, se bem me lembro foram 8.43 e 7.3, mas não tenho bem certeza, com ox de 30 volumes. Minha mãe pintou meu cabelo aplicando desde a raíz até as pontas e no fim fiquei com três tons diferentes: os 2 cm de raíz virgem ficaram um ruivo claríssimo, dali até as orelhas ficou acobreado bem escuro e pra baixo das orelhas continuei com o cabelo preto, só que com bastante reflexo acobreado.

Eu estava me sentindo horrorosa. Confesso que até chorei no dia, mas depois me conformei, afinal sabia que essa história seria uma SAGA. Aqui uma foto do resultado, mesmo depois de duas semanas usando xampu anti resíduos nas pontas:

cabelo

Como as pontas estavam acobreadas, ouvi até gente dizer “Nossa, que legal, você escureceu as pontas!!!!!”. Dá pra imaginar minha cara né. Eu ali me sentindo horrível e a pessoa vem com uma dessas. Como diria a minha mãe, era um ombré invertido. Tudo bem, talvez não estivesse muito horroroso, mas eu odiei, principalmente a raiz claríssima, que não dá pra ver nessa foto. Para aguentar essa coisa horrível, eu passei duas semanas usando só coques e assim disfarçava bem.

Depois disso, apliquei DekapColor só na parte escura mais duas vezes. Novamente, o cabelo mudou de cor, mas dessa vez eu já sabia que não seria suficiente, porque foi semelhante à primeira vez que usei o produto. Como eu já estava participando do grupo Amor Acobreado há um tempo, tinha várias informações e decidi que iria fazer um SoapCap, por ser uma opção de decapagem muito mais barata que o DekapColor, porém bem mais agressiva.  Como meu cabelo já não estava 100% após o Dekap mais a tintura, sem contar as muitas lavagens com anti resíduos, fiquei com medo de fazer um SoapCap com xampu. Algumas meninas me aconselharam a usar sim o anti resíduos na receita, o que muitas fazem e se não me engano é a receita original, mas fiquei com medo e achei melhor prevenir, então optei pela receita com creme, que seria menos agressiva. Fiz a seguinte mistura:

37 gramas de pó descolorante azul + 75 ml de ox 20 + 75 gm de creme branco

A mistura foi insuficiente e acabei tendo que dobrar e no fim joguei um monte fora. Tive que fazer assim porque comprei um pote de ox de 75 ml ao invés de dois de 50, mas obviamente o certo é fazer:

50 gm de pó descolorante azul + 100 ml de ox 20 + 100 gm de creme branco

Deixei isso no cabelo por 40 minutos. O plano era deixar entre uma hora e uma hora e meia, mas percebi que uma parte do meu cabelo já estava bem mais clara, o que me fez correr para o chuveiro. Dei MUITA sorte e o resultado final foi pontas igualadas com o resto do cabelo:

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A primeira foto não tem flash e as outras duas tem. O que eu consigo enxergar quando olho pro meu cabelo puxa mais pro laranja, então acho que as fotos com flash ficaram mais fiéis. Ele está com muitas manchas. Além da raíz que ainda está zuada e ainda por cima agora já está crescida, algumas partes no meio do cabelo continuam mais escuras. Já toda a parte de baixo da cabeça ficou muito mais clara que o resto, além de algumas mexas mais claras nas pontas, onde eu coloquei mais creme de propósito.

Agora eu tirando foto no Waldo X-Picanha, sem o menor medo de ser retardada:

DSC02078HAHAHAHAHAHAHA

Nem um pouco sem noção. Mas aí dá pra ver o laranjinha. Quase surtei com aquela mancha preta perto do coque mas a lógica me convenceu de que é só sombra mesmo.

Daí que agora eu tô passando por uma crise capilar, porque estou gostando da cor de agora mas sei que tenho que pintar logo. Ele está assim com uma cara, digamos… murchinha. Sem graça. Não consigo me decidir se quero um acobreado mais vermelho ou mais laranja e ainda estou com muito medo de que a próxima tintura não pegue direito no cabelo, que fique hyper manchado ou então muito escandaloso.

Por enquanto o que me resta fazer é hidratar e nutrir muito minhas madeixas, já que elas estão mais ressecadas e também quebraram bastante (dá pra ver numa das fotos os vários fios quebrados e as pontas duplas, tudo com muito frizz que vai demorar pra melhorar). Eu já tinha feito uma progressiva, mas como foi há 3 anos atrás e meu cabelo cresce bem eu já não tenho mais nada (ou quase nada) dela. Passei 10 meses sem usar chapinha, já que não levei pro meu intercâmbio (tática esperta) e não usava muito secador porque, como disse, estava numa fase natureba. Como eu era desocupada, tinha muito tempo para ficar fazendo toda a sorte de hidratações caseiras, então meu cabelo estava forte e aguentou toda a química que fiz agora recentemente. Eu não recomendaria fazer nem mesmo o SoapCap com creme em quem tem muita química, porque pelo que li as chances de corte químico ou do cabelo ficar elástico são muito grandes. Um pouco de bom senso e paciência é necessário. E nada de achar que um condicionador Dove é suficiente pra passar durante todo esse processo! No momento eu uso óleo de argan puro que trouxe lá da França e fede muito, porque não passou pelo processo de tirar o cheiro (não me pergunte como esse processo se chama) e por isso era mais barato, então misturo com óleo essencial de lavanda. Ele hidrata bem e ajuda quando tá com muito frizz. Minha linda amiga Jéssica, além de me dar essa lavanda, fez pra mim uma mistura de óleos que leva girasol, ylan-ylang e mais outras coisas que não me recordo. Ele é super pesado, então eu uso antes de dormir e lavo de manhã, duas vezes por semana. Pode ser substituído por azeite de oliva extra virgem, mas aí complica um pouco passar antes de dormir. Melhor usar nos dias em que fica um bom tempo em casa, deixar por 2 horas e depois lavar. Além desses óleos, uso máscaras de reconstrução uma vez por semana e isso faz uma diferença tremenda. Estou meio que seguindo o cronograma capilar e por isso uso máscaras de hidratação toda vez que lavo o cabelo (menos quando uso de reconstrução). Não estou usando chapinha, como de costume, e também dei um tempo pro secador. Isso tudo porque ninguém merece aqueles cabelos tingidos super estragados. Dá um ar de desleixo muito grande.

Vou parar por aqui porque não aguento mais, haha! Em breve mostrarei o resultado da próxima tintura e vamos ver se chego a algo bonito!

Risqué: o caso do inseto mutante

17 jul

Se ele chegará mesmo a sofrer mutação, jamais saberei. Mas acredito que sim.

Durante a Páscoa desse ano, uma informação bombou no facebook, deixando todo mundo com nojinho. O nosso querido e  amado chocolate pode conter até 8 pedaços de barata! É, barata! Éca! Se você passou a Páscoa isolado do mundo, se dedicando exclusivamente à comilança de chocolate e não parou nem pra acessar as redes sociais, clique aqui.

Detentora dessa informação e tentando não ser muito reclamona, a única coisa que pensei  quando fui usar a base da Risqué que tinha acabado de comprar foi:   “Antes no esmalte que no chocolate!”.

Pois é, tinha um corpo estranho ali. Não sei se dá pra confirmar pelas fotos de excelente qualidade, mas sem dúvidas era um inseto. Eu conseguia ver suas patinhas e tudo mais.

Ainda na onda “veja o lado bom da coisa”, eu pensei cá comigo: Sorte que é uma base, já pensou se fosse num esmalte preto? Só iria ver o bichinho quando ele grudasse na minha unha! UUUUUUUI.

De qualquer forma, sabemos que todos os produtos correm o risco de vir com uma surpresinha. Teve até a história do Mickey Mouse no salgadinho, não teve?

… um minuto de reflexão…

Ok, vamos falar de coisa boa?

Entrei com contato com o SAC da Risqué por emai, e fui bem atendida. Me pediram uma série de informações, tive que enviar as fotos e recebi também uma ligação em que me perguntaram como verifiquei que aquilo era um inseto. Olhando, oras! Confesso que fui meio sacana e também postei uma dessas fotos no facebook da marca, pq demoraram um pouco pra me responder. Depois de trocar uns 4 emails com o SAC, me responderam dizendo que “a riqué agradece o contato”. Achei um pouco estranho, pois acreditei que iriam vir recolher o produto, já que por telefone me disseram que aquilo era “de extrema gravidade“.

No fim da outra semana, recebi mais uma ligação do SAC para marcar a data de troca do produto. Confirmei o dia, porém eles não marcam hora certa: tem que esperar das 8h00 às 18h00. Por sorte, vieram num horário decente (uma da tarde) e me entregaram um novo exemplar do mesmo produto: Base niveladora Risqué Technology. Pra falar a verdade, achei super esquisito entregarem numa sacola plástica, sem nem aquela embalagem própria do produto, como se fosse uma coisa sem valor, mas pelo menos a empresa fez a parte dela. Estou muito satisfeita com a marca, que é uma das minhas favoritas.

Palmas pra Risqué!

Obs:  Para ficar claro: como acabei de entregar o produto para a marca, não tenho nenhum laudo ou coisa parecida, que comprove que aquilo é um inseto. A responsabilidade por essa afirmação é apenas minha.