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Saga ruiva 1

16 dez

Oi, meu nome é Stephanie e eu estou passando por uma saga ruiva. 

Uma das funções desse blog é ajudar pessoas que estão procurando por informações na internet. Eu fiz muito uso disso antes de me mudar pra França e os depoimentos das pessoas foram muito importantes, pois me ajudaram muito a me preparar. Por isso, eu costumo colocar informações mais práticas, principalmente nos posts sobre viagem, como os links dos hostels ou pontos turísticos, mesmo que me dê preguiça, porque sei que isso pode vir a ajudar algumas pessoas por aí.

Além das viagens, eu pesquiso bastante em blogs sobre produtos de beleza. O principal motivo para isso é que simplesmente não dá pra confiar na maioria das vendedoras de lojas especializadas, que simplesmente te empurram o produto que elas tem que vender pra ganhar comissão. Decepções com cabeleireiros também são frequentes, principalmente quando se trata de tintura. Então, muitas pessoas optam por tingir as madeixas sozinhas mesmo, e esse é o meu caso. Buscando ser mais uma fonte de informação para aqueles que buscam dicas sobre isso, decidi escrever esse texto. Então, após essa longa introdução, aqui vão as palavras chaves pro google achar:

Ruivo natural, ruivo acobreado, pintar o cabelo de ruivo natural em casa, do preto ao ruivo, dekapcolor, soap cap com creme, tirar tinta preta do cabelo.

Agora, vamos à saga. Sabiam que saga é uma palavra islandesa, que nomeia as narrativas épicas do país? É a única palavra do léxico islandês que ultrapassou as barreiras e hoje é usada em diversas línguas. Sagas são sempre longas e assim será esse post.  A-HA, por todo esse conhecimento vocês não esperavam. #TécoLinguísta

Uma saga islandesa bem sangrenta, como sempre

Bom, este é o meu cabelo natural, nos idos de 2007:

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Foi bem difícil encontrar fotos sem edição, porque eu sonhava em ter cabelos pretos (que nem da Amy Lee) desde os 12 anos, então sempre dava um jeito de editar as fotos e deixar meu cabelo mais escuro. Acho que dá pra definir como castanho médio, com reflexos dourados.

Quando fiz 18 anos e comecei a ganhar meu próprio dinheiro, comecei a passar tonalizante preto. Fiz duas vezes no salão e depois passei a usar L’oréal Casting Gloss Preto 200.

541400_2887823310873_1118906403_32124421_776239332_nUma cara horrível e uma camiseta copiada da Amy Lee, para vocês verem o nível do negócio. 

moi et alina reloiinMinha querida amiga Alina 

Modéstia à parte, eu acho que fico muito bem com o cabelo preto. Nunca gostei da minha cor natural, sempre achei cor de burro quando foge. A maioria das pessoas que me conheceram já com o cabelo preto achava que era natural até eu comentar que pintava. Não duvido nada que um dia eu volte a usar essa cor, que além de tudo é muito prática.

De qualquer forma, quando eu estava morando em Lyon, me cansei da cor. Acho possível que isso se dê à imensa quantidade de preto que você é obrigado a ver durante o looooongo inverno europeu. A maioria das pessoas se veste de preto, inclusive eu, porque afinal nem todo mundo tem dinheiro pra comprar vários casacos e acaba comprando um só dessa cor, por ser mais neutra. Sem contar o céu eternamente cinza. Não sei se isso faz sentido, mas o fato é que eu me cansei do preto. Então eu fui fazendo força pro cabelo desbotar, usando xampus mais fortes e não pintei mais. Também entrei numa fase natureba e parei de usar condicionador. No lugar, usava óleos pesados (como de oliva) antes de lavar o cabelo, além de máscaras de leite, mel, azeite, canela, etc, e oléos mais leves após lavar. Passei henna natural umas 4 vezes e em alguns momentos ela deixou a raíz bem alaranjada, mas depois de algumas lavadas foi passando. No fim, o cabelo continuava pretty much black, ou pelo menos um castanho escuríssimo nas pontas e natural na raíz, com reflexos vermelhos da henna.

1002790_10200282130555442_377560442_nA foto mostra mais minha paixão pela Amy Lee do que meu cabelo, mas acho válido. 

Eu gosto de cabelos ruivos desde pequena e era secretamente apaixonada pela Lindsay Lohan. Mesmo depois que comecei a querer ser a Amy, eu me interessava só pelos piás de cabelo ruivo, que eram poucos (ah, menino do ônibus, como você era lindo. Mas calma, eu tinha 13 anos e ele uns 19, então fiquei ali no meu cantinho). Mas eu só decidi que queria ficar ruiva lá na França, só que como estava numa fase mais natural, não queria usar tinta. Na época não achava que a henna seria suficiente. Imaginei que ela fosse ajudar a clarear, e realmente ajudou, mas nada que me fizesse ruiva. Hoje em dia já sei que a henna natural deixa ruiva sim, desde que o cabelo esteja bem claro (numa base 8). Para quem se interessar por isso, procure o grupo Amor Acobreado no Facebook e veja o álbum sobre henna, onde você terá todas as informações.

Ahhhh, já ia esquecendo de comentar que a Amy ficou ruiva DEPOIS de eu começar a passar henna, então dessa vez eu não imitei ela não! hahahahahaha Aliás, nem gostei do ruivo dela, pelo menos não desse aqui:

Enfim, quando voltei pro Brasil dei uma de rei do camarote e esbanjei indo no salão sem nem perguntar o preço. Eu confiava muito no cabeleireiro em que ia, mas acabei saindo com um vermelhão super escuro de lá, que obviamente só pegou até o começo da orelha, onde o cabelo estava sem tintura. O resto continuou preto. Não tenho fotos disso mas olhando agora eu vejo que ficou BEM IGUAL a essa cor da Amy. Mas será o benedito que eu imito essa mulher até quando eu não quero?!? Complicado isso. Bom, eu fiquei muito indignada, primeiro porque ele não fez nada para igualar a raíz com o resto e eu não tinha pedido vermelho, e sim “ruivo natural escuro”, que seria mais ou menos isso aqui:

Lindsay, diva da minha infância, antes de se afundar nas drogas né!

Quando o cabelo foi desbotando, acabou ficando uma cor horrorosa de cereja, apenas na raiz! Eu não fiquei com raiva de verdade do cabeleireiro até que comecei a pesquisar sobre tingir os cabelos em casa, e fui ver que ele foi é muito preguiçoso. Ele insistiu que a raiz iria desbotar e igualar com o resto, mas hoje eu dia eu sei que não tem quase nenhuma possibilidade de uma tintura em raiz virgem desbotar pra uma cor mais escura! Ela desbota pro mais claro (no meu caso um cerejão indiscreto), sendo que as pontas, com uma quantidade enorme de tintura acumulada, ficam lá, super escuras.

Acabei passando um mês, se não me engano, com o cabelo daquele jeito, enquanto fui pesquisando muito. Encontrei vários exemplos de ruivos que eu gostaria de ter, li todos os blogs possíveis, comparei opiniões, vi vídeos. Descobri as maiores dificuldades em manter o cabelo ruivo, os produtos e os cuidados necessários… enfim, recolhi um grande número de informações, e é isso que qualquer um que pretende pintar o cabelo sozinho deve fazer.

Aliás, até mesmo aqueles que pretendem ir sempre no salão pintar o cabelo tem que pesquisar um pouco, porque a maioria gritante dos profissionais não explica nada do que vai fazer. Muitos deles nem perguntam se você tem outra tintura no cabelo, ou outro tipo de química, e isso é muito arriscado. O mínimo que eles tem que perguntar é se você fez alguma progressiva no cabelo. Além disso, nunca vi um salão que faça teste de mecha ou de alergia. Ou seja, o produto é jogado no seu cabelo sem nenhuma verificação de possíveis reações. Eu sei que quase ninguém faz isso em casa, mas deveria. E de qualquer forma, em casa a responsabilidade é inteiramente sua. Já no salão, a raiva de ter que pagar (e caro) por um procedimento mal sucedido é muito grande.

Outro detalhe importante ao ir num salão é a cor que você pede. Aquilo que chamamos de ruivo natural não tem NADA a ver com tintura vermelha. Peça ruiva ACOBREADO. Obviamente, é grande a variedade de tons de ruivo acobreado e alguns são sim mais avermelhados, mas a tintura vermelha não tem nada de natural. Para entender isso, basta comparar a foto da Amy Lee com a da Lindsay Lohan. Por mais que o da Lindsay seja bem avermelhado, ele é ACOBREADO e isso deixa ele mais natural, pois existem sim cabelos naturalmente assim. Já o cabelo da Amy é um tom fantasia. Outro exemplo desse vermelho é esse da Hayley Williams:

E caso não tenha ficado claro, digite “ruivo acobreado” no google e depois “tinta vermelha para cabelo” e veja a diferença nos resultados. Então, se quer um ruivo natural, evite usar a palavra VERMELHO.  E leve fotos do que você quer, assim você pode reclamar caso o resultado não tenha nada a ver com o pedido.

Bom, depois que você já tá todo conhecedor dos paranauê das tinturas (como o que a numeração delas significa além do que cada oxigenada faz!) você pode começar a escolher sua tinta ideal. Eu não fiz isso não, e me arrependo. Por isso, recomendo para todos que procurem grupos no Facebook (faço parte do Amor Acobreado, que já citei), onde você pode conversar com gente de todo o país e coletar ainda mais informações e ver a opinião delas sobre qual tinta vai dar o resultado que você quer. Isso porque só a numeração não basta. Algumas marcas são conhecidas por clarear mais o cabelo que outras, por exemplo. Isso você só descobre pesquisando muito e ouvindo muitos conselhos.

Voltando ao meu cabelo. Após essa tintura horrível que levei no salão, ficou evidente que toda a parte que recebeu tintura preta não iria pegar outra cor. Decidi então usar o DekapColor, que é um produto que retira pigmentos de tintura. Ele não faz efeito nenhum em cabelos virgens, pois não é um clareador. Fiz duas aplicações do produto e fiquei com o cabelo bem mais claro do que antes. Não via mais as pontas pretas, mas sim castanho avermelhado. Fui até a loja de cosméticos onde sou melhor tratada (a Casa Costa da Senador Alencar em Curitiba, apesar de ser uma loja cara) e conversei com uma das moças. Ela, assim como eu, achou que as pontas já tinham aberto bem, e então eu comprei duas tintas da Keune, se bem me lembro foram 8.43 e 7.3, mas não tenho bem certeza, com ox de 30 volumes. Minha mãe pintou meu cabelo aplicando desde a raíz até as pontas e no fim fiquei com três tons diferentes: os 2 cm de raíz virgem ficaram um ruivo claríssimo, dali até as orelhas ficou acobreado bem escuro e pra baixo das orelhas continuei com o cabelo preto, só que com bastante reflexo acobreado.

Eu estava me sentindo horrorosa. Confesso que até chorei no dia, mas depois me conformei, afinal sabia que essa história seria uma SAGA. Aqui uma foto do resultado, mesmo depois de duas semanas usando xampu anti resíduos nas pontas:

cabelo

Como as pontas estavam acobreadas, ouvi até gente dizer “Nossa, que legal, você escureceu as pontas!!!!!”. Dá pra imaginar minha cara né. Eu ali me sentindo horrível e a pessoa vem com uma dessas. Como diria a minha mãe, era um ombré invertido. Tudo bem, talvez não estivesse muito horroroso, mas eu odiei, principalmente a raiz claríssima, que não dá pra ver nessa foto. Para aguentar essa coisa horrível, eu passei duas semanas usando só coques e assim disfarçava bem.

Depois disso, apliquei DekapColor só na parte escura mais duas vezes. Novamente, o cabelo mudou de cor, mas dessa vez eu já sabia que não seria suficiente, porque foi semelhante à primeira vez que usei o produto. Como eu já estava participando do grupo Amor Acobreado há um tempo, tinha várias informações e decidi que iria fazer um SoapCap, por ser uma opção de decapagem muito mais barata que o DekapColor, porém bem mais agressiva.  Como meu cabelo já não estava 100% após o Dekap mais a tintura, sem contar as muitas lavagens com anti resíduos, fiquei com medo de fazer um SoapCap com xampu. Algumas meninas me aconselharam a usar sim o anti resíduos na receita, o que muitas fazem e se não me engano é a receita original, mas fiquei com medo e achei melhor prevenir, então optei pela receita com creme, que seria menos agressiva. Fiz a seguinte mistura:

37 gramas de pó descolorante azul + 75 ml de ox 20 + 75 gm de creme branco

A mistura foi insuficiente e acabei tendo que dobrar e no fim joguei um monte fora. Tive que fazer assim porque comprei um pote de ox de 75 ml ao invés de dois de 50, mas obviamente o certo é fazer:

50 gm de pó descolorante azul + 100 ml de ox 20 + 100 gm de creme branco

Deixei isso no cabelo por 40 minutos. O plano era deixar entre uma hora e uma hora e meia, mas percebi que uma parte do meu cabelo já estava bem mais clara, o que me fez correr para o chuveiro. Dei MUITA sorte e o resultado final foi pontas igualadas com o resto do cabelo:

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A primeira foto não tem flash e as outras duas tem. O que eu consigo enxergar quando olho pro meu cabelo puxa mais pro laranja, então acho que as fotos com flash ficaram mais fiéis. Ele está com muitas manchas. Além da raíz que ainda está zuada e ainda por cima agora já está crescida, algumas partes no meio do cabelo continuam mais escuras. Já toda a parte de baixo da cabeça ficou muito mais clara que o resto, além de algumas mexas mais claras nas pontas, onde eu coloquei mais creme de propósito.

Agora eu tirando foto no Waldo X-Picanha, sem o menor medo de ser retardada:

DSC02078HAHAHAHAHAHAHA

Nem um pouco sem noção. Mas aí dá pra ver o laranjinha. Quase surtei com aquela mancha preta perto do coque mas a lógica me convenceu de que é só sombra mesmo.

Daí que agora eu tô passando por uma crise capilar, porque estou gostando da cor de agora mas sei que tenho que pintar logo. Ele está assim com uma cara, digamos… murchinha. Sem graça. Não consigo me decidir se quero um acobreado mais vermelho ou mais laranja e ainda estou com muito medo de que a próxima tintura não pegue direito no cabelo, que fique hyper manchado ou então muito escandaloso.

Por enquanto o que me resta fazer é hidratar e nutrir muito minhas madeixas, já que elas estão mais ressecadas e também quebraram bastante (dá pra ver numa das fotos os vários fios quebrados e as pontas duplas, tudo com muito frizz que vai demorar pra melhorar). Eu já tinha feito uma progressiva, mas como foi há 3 anos atrás e meu cabelo cresce bem eu já não tenho mais nada (ou quase nada) dela. Passei 10 meses sem usar chapinha, já que não levei pro meu intercâmbio (tática esperta) e não usava muito secador porque, como disse, estava numa fase natureba. Como eu era desocupada, tinha muito tempo para ficar fazendo toda a sorte de hidratações caseiras, então meu cabelo estava forte e aguentou toda a química que fiz agora recentemente. Eu não recomendaria fazer nem mesmo o SoapCap com creme em quem tem muita química, porque pelo que li as chances de corte químico ou do cabelo ficar elástico são muito grandes. Um pouco de bom senso e paciência é necessário. E nada de achar que um condicionador Dove é suficiente pra passar durante todo esse processo! No momento eu uso óleo de argan puro que trouxe lá da França e fede muito, porque não passou pelo processo de tirar o cheiro (não me pergunte como esse processo se chama) e por isso era mais barato, então misturo com óleo essencial de lavanda. Ele hidrata bem e ajuda quando tá com muito frizz. Minha linda amiga Jéssica, além de me dar essa lavanda, fez pra mim uma mistura de óleos que leva girasol, ylan-ylang e mais outras coisas que não me recordo. Ele é super pesado, então eu uso antes de dormir e lavo de manhã, duas vezes por semana. Pode ser substituído por azeite de oliva extra virgem, mas aí complica um pouco passar antes de dormir. Melhor usar nos dias em que fica um bom tempo em casa, deixar por 2 horas e depois lavar. Além desses óleos, uso máscaras de reconstrução uma vez por semana e isso faz uma diferença tremenda. Estou meio que seguindo o cronograma capilar e por isso uso máscaras de hidratação toda vez que lavo o cabelo (menos quando uso de reconstrução). Não estou usando chapinha, como de costume, e também dei um tempo pro secador. Isso tudo porque ninguém merece aqueles cabelos tingidos super estragados. Dá um ar de desleixo muito grande.

Vou parar por aqui porque não aguento mais, haha! Em breve mostrarei o resultado da próxima tintura e vamos ver se chego a algo bonito!

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Zé fini

15 dez

Ainda não, mas falta pouco.

2013 vai acabar. E como foi esse ano pra você, Mussum?

cara de muito ânimoCara de muito ânimo

Rirei eternamente dessa piada.

Hoje estou especialmente melancólica depois de ter ido no churrasco de fim de ano da escola onde trabalho, que foi muito divertido! Essa foi a primeira escola em que realmente gostei de trabalhar, onde eu me sentia satisfeita e feliz com a forma que as coisas eram levadas, onde tinha apoio pedagógico e tudo era feito com seriedade. As pessoas lá também são muito legais e me diverti bastante na festa de hoje, comendo bem e cantando no karaoke, então foi difícil dar a notícia de que não continuaria lá no próximo semestre. Espero poder fazer parte da equipe novamente quando voltar a Curitiba.

Além disso, hoje também foi o último dia de aula do meu aluno particular, então fiquei com essa sensação de adeus o dia inteiro. Meio bobo, já que é normal mudar de alunos ou de trabalho, mas o sentimento é diferente porque sei que não teria essas mudanças se decidisse ficar.

Outro adeus que tenho dado diariamente é à minha saúde capilar, já que essa história de sair do preto pro ruivo não está sendo fácil. HAHA. Também é possível que a oxigenada esteja afetando minha cabeça, assim como a acetona já vem fazendo há um bom tempo. Os resultados só serão comprovados posteriormente.

Mas voltando ao que eu queria mesmo falar, esse semestre foi muito positivo para mim. Se teve um lado sombrio e macabro, bom, qual a novidade né, amigos?????? haha

Tristes, chateados, sofrendo.

O fato é que muitas coisas ótimas aconteceram. Me sinto muito feliz por estar de volta perto da minha mãe e dos meus amigos; continuei sendo professora e tendo a certeza de que é isso mesmo que eu quero fazer por agora, com alunos e companheiros de trabalho maravilhosos; fiz parte do Coro da UFPR, que é divino e onde conheci pessoas adoráveis; fui visitar meus lindos amigos no Rio, fui rever uma amiga de infância que não via há anos em Floripa e nos divertimos um monte mesmo com tudo planejado de última hora (e celular que não pega, e bateria que acaba e viagem que atrasa), com direito a conhecer pessoalmente uma já longa amizade cibernética e tudo mais.

A faculdade foi meio chatinha, porque eu realmente já estou cansada dessa brincadeira, mas me senti grata toda vez que estive cansada, exausta e cheia de coisas pra fazer, porque aquele período de estudos em Lyon foi realmente pracabá. Desmotivação pura. Prefiro sofrer com mil coisas aqui do que aquela inércia absurda de só repetir o que o professor fala. Infelizmente não consegui me formar, mas isso já era previsto. Fica pra próxima, oras! Pra compensar, tirei meu certificado de língua francesa, o que me tomou APENAS 4 anos de enrolação. exameridículobythewayaffão

E as coisas são assim, né? Não conseguimos cumprir com todos os nossos planos mas encontramos outras coisas boas no caminho. Por outro lado, muitas das coisas boas acabam tendo que ser deixadas pra trás, ou simplesmente deixam de existir, e a gente não pode ter tudo na vida. #TécoMotivacional

É isso.

Voltar a Curitiba e coisas cinzas – é bom e é ruim, é ruim e é bom.

17 jul

Afinal, até a uva passa.

Cheguei em Curitiba há 3 semanas e não faço ideia de qual seria a melhor palavra a usar para descrever como as coisas estão, como me senti, o que pensei.

É muito curiosa a sensação que tive tanto quanto estava indo para Lyon quanto na volta, como se não estivesse vivendo nada daquilo. Também não sei dizer em que momento essa sensação passou, nem como, e na verdade não estou tão certa de que ela se quer tenha realmente passado em algum momento. Talvez desde o começo eu me sinta da mesma forma.

Para ser sincera, eu imaginava que a volta seria mais difícil. De certa forma, eu estava ansiosa e pronta para terminar a vida quase de brincadeira que estava tendo. Estava sendo muito, muito feliz, mas já estava um pouco cansada da minha falta de produtividade. Como eu não tinha aulas e nem dinheiro para viajar, passei dois meses quase inteiros sem ter o que fazer, o que é obviamente agradável mas se tornou um pouco chato, levando em conta que durante 7 meses eu já não tinha feito muito. Claramente, a responsabilidade pelo certo tédio que sentia é toda minha, que não mexi um dedo para mudar a situação. Pelo contrário, decidi que, oras, não é sempre que se tem a chance de não fazer nada, certo? Me deixei levar, então, por esse nada fazer, que me agradava mas que durou o quanto tinha que durar – até que já não queria mais.

Estava também cansada da constante consciência do fim. Essa consciência- entender que as coisas não são eternas, e nem tem que ser- foi provavelmente o maior aprendizado que tive nesse intercâmbio. Meu posicionamento em relação a muitas coisas mudou por causa disso. Mas os últimos meses em Lyon tiveram, de certa forma, ares de “últimos dias de um condenado”. Claro, estou exagerando, e como sempre as coisas parecem muito piores do que realmente foram. Não foi ruim. Foi maravilhoso. Mas um pouco angustiante.

Era difícil fazer planos, pois eles envolveriam necessariamente o fim daquilo que estava vivendo e não queria perder.

As primeiras semanas aqui foram definitivamente o momento em que todos os medos e confusões explodiram. Esse foi o lado mais difícil e eu confesso que fiquei surpresa. Por que sofrer com algo que já era previsto? Eu já não devia estar pronta? Pois não estava. E assim como eu escolhi me deixar levar pelo ócio, me dei o direito de sofrer tudo o que tinha que sofrer e lamentar todas as minhas dores. Um excelente professor de literatura sempre me vem à mente, nos fazendo ler Freud e nos dizendo que temos que nos dar o tempo do luto.

Ai, quanto xororô, quantas xurumelas!!!!!!

Blábláblá, ó como sofro, ó meu queijo roquefort, ó meu vinho barato e barras de chocolate Milka….

Felizmente, quando nos damos tempo para sentir livremente tudo aquilo que temos que sentir, chega um momento que o sentimento acaba e você precisa de um novo. Com sorte esse novo vai ser bom, e normalmente é e se não for você vira a tia má, solitária e sem coração daquelas histórias. 

slowly unravels

Agora falando de coisas boas, Curitiba está me surpreendendo positivamente. Por algum motivo desconhecido, estou com um sentimento de que as coisas irão melhorar para mim e minha família. As pessoas estão me parecendo bem menos piores do que antes – apesar de que minha curitibanice não permite que eu diga que elas estão “melhores”, haha. As ruas me parecem limpas e os ônibus mais eficientes. Se é realidade ou só positividade da minha parte, não sei. Mas como dizem, recebemos de volta aquilo que damos ao mundo, e eu estou tentando dar sempre o meu melhor.

É isso.

(ainda não tenho coragem de escrever sobre as pessoas que conheci e que amo tanto. Só pra não parecer muito ingrata e insensível.)

Papeis e mais papeis

11 ago

Eu não sou louca de falar mal do consulado na internet né?Ainda mais antes de ter meu passaporte em mãos direitinho com meu visto. Ou sou? Enfim, vamos combinar que lidar com eles não é a coisa mais agradável de todas.

Pra começar, minha internet, que é da Tim, logo é uma porcaria, não estava facilitando pra conseguir fazer todos os tipos de processo online necessários. Pior que isso só mesmo o desencontro de informações que me eram dadas antes de poder efetivamente começar as fazer as coisas. Uns dizem que tem que se inscrever no CampusFrance, outros dizem que não. Uns dizem que você tem que pagar taxa no Consulado, outros dizem que não. Então, pensando na paz de espírito de intercambistas do futuro, deixo aqui um resumo de quais foram as providencias que tive que tomar:

obs: obviamente cada intercâmbio é diferente do outro. Mas acredito que isso possa ajudar.

CAMPUS FRANCE: Pelo que entendi, fazer um dossier no CampusFrance é necessário para todas as formas de estudo na França, desde cursos de idioma até pós-doutorados. Pra quem vai como Au Pair  (babá) também. Tanto quem vai através de um acordo entre universidades (ou agencia de intercâmbio) ou está pleiteando que palavra horrível uma vaga por conta própria deve fazer um dossier. Muitas pessoas me disseram que isso não seria necessário, inclusive professores, por que supostamente quem já está aceito na universidade francesa não precisaria. Mentira. Assim como em todos os momentos relacionados ao intercâmbio, o jeito é procurar as informações oficiais, sempre.

O problema: na maioria das vezes os sites não trazem informações claras e as instituições não dão informação por telefone. Esse não é o caso do CapusFrance. Existe uma série de documentos no site que explicam direitinho quem, como e onde. A única dúvida que tive (sobre a data limite das inscrições) foi sanada por telefone sem maiores problemas.

Consulado: Aqui tudo é mais difícil. As informações contidas no site podem não ser suficientes. Pelo telefone, são extremamente grosseiros, gritam desde o início e só sabem repetir que todas as informações estão no site. Pelo menos foi assim comigo.

O problema: digamos, o maior deles. Não têm consulado em Curitiba. Ou seja, toda a papelada deve ser entregue pessoalmente em São Paulo (ou em outra cidade, de acordo com sua cidade de origem), até por que também são recolhidos dados biométricos (foto e digitais). A viagem pode não ser grande coisa para alguns, mas no caso de quem tem grana apertada é uma complicação a mais.

Chegando lá: Seja paciente. Leve todos os documentos em muitos outros. Leve todas os comprovantes financeiros, e também provas de que você já comprou euros, muitos euros. No meu caso isso não foi necessário, por que minha bolsa é integral, mas pra quem não tem é necessário comprovar uma boa quantia de euros já comprados. Pra ser sincera, com o consulado eu me estressei bem mais antes de ir pra lá do que lá mesmo. Tirando o nervosismo e o calor excessivo do ambiente, que não te oferece se quer um toaléte, fui bem atendida e só me fizeram uma única pergunta, duas vezes, por funcionários diferentes. Pelo jeito, era uma questão intrigante.

A surpresa: o atendimento não é pontual! Sim!!!! Isso me impressionou. Mas sejamos bondosos e levemos em conta o que uma das atendentes disse ao Felipe:

“Quando a pessoa traz todos os documentos corretos, vai bem rapidinho! O problema é que as pessoas vem aqui com os documentos todos errados!”

E olha que acho que tinha MUITA gente com documentação incompleta lá naquele dia, pelas coisas que vi! Mas o mais divertido foi o cara berrando PRA ESTUDAR NA FRANÇA TER QUE SABER FRANCÊS!!!!!!! ahahahahahahaha Só faltou ele completar com DÃAAAAAA!!!!!!

Ah! Estudantes não conseguem visto sem comprovar um número de dossier completo no CampusFrance.  Sendo assim, acredito que ele seja realmente indispensável.

Inscrição na universidade francesa: Isso pra mim ainda é um mistério. Recebi um email do meu Master com uma tal de “autorização para inscrição”. Depois de lê-la muitas vezes deduzi que tenho até novembro pra me matricular. Sim, eu disse que eu deduzi. Pense fazer intercâmbio na Islândia! Se falando francês já é complicado… enfim. Claro que respondi o email fazendo perguntas e é claro que nunca me responderam. Descobri então um endereço específico para assistência nas inscrições e um dia após enviar minhas dúvidas recebi a resposta: a comissão está em férias. COMO ASSIM? Comissão de inscrição em férias justo no período de inscrição. Vai entender.

Enfim. Essa inscrição é mais uma das muitas coisas que eu só vou entender depois, ou que eu jamais entenderei e passarei toda minha existência achando uma coisa sem sentido e imbecil.

Acho que esse post está muito confuso e bobão, mas ah, que se dane.

Uma pergunta frequente sobre intercâmbio

20 jul

Você tá indo pra estudar ou pra passear?

O que eu respondo:

Pra estudar.

Como eu realmente me sinto:

 

Intercâmbio: onde morar e em quem confiar

12 jul

Uma das coisas estranhas que aprendi com esse intercâmbio é o valor de se ter uma casa. Um lugar pra ficar pra se proteger e ficar confortável. Parece estúpido, mas  não é!  É claro que quando vemos moradores de rua ou pessoas que tiveram que sair de casa por causa de uma enchente ficamos tristes, e tal. Mas nunca tinha passado pela minha cabeça a possibilidade de não ter onde morar. Simplesmente não ter pra onde ir.

Tudo bem, é um exagero achar que não vou ter um teto quando chegar em Lyon. Nunca ouvi relato parecido. “Mas vai que neh?” Sei que soa bobo, mas tenho medo disso sim.

O meu intercâmbio, da forma como foi estruturado, não permite que eu faça um pedido de quarto em residência estudantil através da minha “nova” universidade. Eu até consegui fazer um pedido por contra própria, graças às instruções de pessoas que já passaram por isso, mas acabou dando tudo errado. Recebi meu dossier pelo correio um dia DEPOIS do último dia do prazo de reenvio. Ou seja, os documentos só chegaram em minhas mãos um dia depois de quando eles já deviam estar lá na França, preenchidos. Complicado. Devido a isso, até agora não sei onde vou morar (o que não significa que eu já não esteja providenciando soluções).

Chegando lá, irei fazer pessoalmente esse pedido. A cidade de Lyon, e todas as outras da região (ou Estado) Rhônes-Alpes conta com um escritório responsável por isso, a CROUS. O que os ex-lyonnais da UFPR me disseram é  que eu vou conseguir, mas só depois de um mês, pelo menos. Por tanto, até lá não tenho onde ficar.

Nos primeiros dias, espero poder contar com a ajuda de um francês que sempre ajuda os brasileiros que vão pra lá, por algum motivo desconhecido, e que já se ofereceu para me hospedar por uns 3 dias. Na verdade, me parece que ele é antropólogo e ama a nossa cultura. Minha mãe me criou para ser desconfiada, então eu desconfio. Eu jamais iria dormir na casa de um desconhecido só pq temos amigos em comum, assim como não adiciono no facebook pesssoas que não sei quem são só pq temos amigos em comum! rs Então, como lidar?

O jeito é o seguinte: se 5 pessoas que eu conheço confiam nele… sou obrigada a confiar.

Aí está outra coisa que aprendi: vou ter que confiar e pronto. Não vou poder me dar o luxo de ir para um hotel só pq não quero dormir no quarto de um desconhecido. Tá, sejamos realistas, não poderei se quer trocar uma hospedagem gratuita por um albergue! Uma dose de realidade se faz necessária

Seria isso uma coisa ruim? Acho que não. Faz parte da coisa ser mais humilde, em todos os sentidos. Só que não é fácil, pra ser sincera. Não me considero orgulhosa, mas tem horas que enche o saco essa coisa de se sentir dependente dos outros: depender de informação, de ajuda, de apoio, o tempo todo. Mas eu sei que eu não teria conseguido praticamente nada sozinha. Desde o primeiro momento contei com a ajuda dos outros, que me avisavam dos prazos de inscrições e tudo mais o que eu tinha que fazer. Sem contar as VÁRIAS cagadas que fiz e as inúmeras vezes que quis chutar o balde e abandonar essa ideia de intercâmbio. Não fosse pelos outros, eu certamente não estaria aqui. Não estaria, por que não teria todas as informações que tenho, os relatos, as dicas, os “hey, vc entregou aquele documento?”. Mas também, e principalmente, por que não teria coragem de fazer isso se não tivesse pessoas me dizendo que sou capaz, me ajudando e me apoiando. #emo

É meio irônico, não é? Você sai de casa pra se tornar “mais independente” e descobre que não é nada sem os outros. 😀

PS: Na pior das hipóteses, o que não falta em Lyon são pontes!

Ponte :D

haha

Esmaltes italianos – meus swatches só que não

11 jul

Dia desses fomos no Mustang Sally para dar boas vindas ao Renan em sua volta da Itália e ele, como todo viajante, trouxe lembrancinhas para distribuir. Eu, muito esperta, tinha pedido pra ele me trazer um esmalte de lá. E não é que ele trouxe dois?!

clique nas imagens para aumentá-las

 

 

Eu tinha pedido um “laranja tijolo”, que realmente não é uma cor muito fácil de entender. Estou procurando algo assim há mais de um mês e nada. Pelo visto, em terras europeias ele também não é um tom “achável”, já que recebi um esmalte verde e outro vermelho. 😀

Achei a embalagem muito legal! Os pincéis são gordinhos e chatos, o que facilita a aplicação. Só senti falta das famosas “bolinhas dos esmaltes importados”, que servem pra  fazer um barulinho divertido! misturar bem a tinta.

Como vermelho não é uma cor que eu use com muita frequência, escolhi começar pelo verde. Olhando pra embalagem ele é muito diferente! É um verde acinzentado, eu acho. Não sou muito boa em definir cores! Mas sim, ele é muito bonito!

Claro que eu estava super empolgada pra fazer uma foto minha, e não postar uma parecida, pq eu não tenho o que fazer da vida neh! PORÉM!…

Fiz as unhas ontem e fiquei impressionado com a beleza da cor, com a boa pigmentação (uma camada apenas) e com a rapidez na secagem. Tudo oq se pode esperar de um esmalte, certo?

Errado, tem mais uma coisa: durabilidade. Em mim os esmaltes costumam lascar logo no segundo dia, o que é pouco tempo, mas normalmente apenas uma ou duas unhas ficam estragadinhas. Eu costumo refazer essas unhas e então fico com a cor por mais dois dias, num total de 4. Como eu disse, passei ontem e hoje ele já estava FERRADO! Praticamente todas as unhas estavam com lascas enormes, sem que eu tivesse feito qualquer coisa que justificasse. #chateada

Como me indignei com aquilo, fui consertar as que estavam mais horríveis, refazendo tudo. Apenas uma delas não estava lascada e então eu resolvi passar mais uma camada, já que só tinha passado uma, para ver no que dava. Também fiquei bem decepcionada, pois ficou uma coisa meio grosseira. #indignada Devido a isso, não pude tirar fotos e fingir que sou blogueira de unhas! AHHHHHHHHHHHHHH. Eu tava tão empolgada! 😦

Eu, pessoa sábia que sou, sei que às vezes não damos sorte mesmo. São muitos os fatores que influenciam no resultado final dos esmaltes, e essa foi a primeira vez que usei essa marca (esqueci de olhar o nome certinho pra colocar aqui, falha minha), então é provável que eu tenha uma boa parcela de culpa nisso. Não vou desperdiçar uma cor tão linda só pq nosso primeiro encontro foi meio desastrado! Mas isso ficará para outra hora! Não foi dessa vez que fiz um swatch! #todaschora